{ Independência ou morte! }

Todos dizem que querem ser independentes, que querem ser livres. Mas sempre preferem ficar presos. Presos a situações desconfortáveis, a atitudes incômodas, evitando a tarefa de assumir prováveis erros e eventuais desastres. Afinal, o que fazer se não houver quem culpar a não ser si próprio? E então suportam tudo.

Cada vez uma desculpa diferente para desculpar a própria fraqueza. A verdade é que se tem medo. Porque ser livre é bom, desde que possa sempre escapulir quando a coisa apertar. A natureza humana deve ser muito fraca mesmo. O desejo de ser livre sempre bate de frente com o medo. E então só resta a você a escolha.

E quantos você não conhece que continuam resignados enquanto o mundo gira? Gente que pode mudar, que pode ir atrás do que quer, que pode ser feliz. Mas, se forem, não poderão culpar a mais ninguém. Eu escolhi arriscar.

Quem mexeu no meu queijo? foi o melhor livro de auto-ajuda que eu já li. Acho que é porque foi o único que realmente me ajudou (aliás, dúvidas quanto ao quesito “auto-ajuda”, já que é a leitura que me ajuda.). Uma questão me atormentava dia e noite:

“O que você faria se não tivesse medo?”

Foi então que eu descobri que eu desejava tanto ser feliz, mas tanto, que tinha medo. Eu tinha tudo ao meu alcance, mas era preciso correr um pouco.

Hoje, dia sete de setembro, independência do Brasil, descubro que “independência ou morte!” tem mais sentido do que eu jamais imaginei. Entendo, agora, que ser livre é arriscar ser feliz. Quem não se dá ao trabalho de arriscar já está morto – mesmo que vivo.

O que você faria se não tivesse medo?

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