{ Labirinto }

Deitada na cama, ela olhava o teto. Alguma coisa a incomodava, mas o que exatamente? Não dava para ver, tudo muito escuro. Na verdade, ela tentava olhar o teto, mas não via nada. Era como estar de olhos fechados, mas eles estavam abertos. Bem abertos. Arregalados, para ser mais exata.

E, apesar de não enxergar nada e não ouvir um único som, ela sabia que não estava só. Foi quando ela o notou ao seu lado. Quando correu, encontrou a porta trancada. A chave caída no chão. Ela buscava, tremendo, a saída, mas era impossível acertar a fechadura. Era preciso sair dali. Rápido.

Finalmente ela conseguiu. Saiu e trancou-se para fora. Agora não haveria problema, certo?

Errado.

Estava trancada, de novo, em outro ambiente. E, a cada vez que abria a porta, saía num cômodo diferente, sempre fechado, sempre seguida. A ameaça continuava. Corre corre corre corre. Abre fecha fecha fecha abre abre abre corre. Tudo de novo. Era como um labirinto, mas esse não tinha solução. Melhor se entregar.

Então eu acordei.

Se correr…

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