{ O dilema trigonométrico }

Imagem gentilmente copiada do site www.earthmatrix.com

Ela nunca foi boa em Trigonometria. Sempre teve problema em lidar com formas angulares, em aparar arestas e coisas do tipo. Eram horas a fio, durante as aulas, tentando lidar com algo que devia ser lógico.

Eles ensinaram que o triângulo tem três lados. Como calcular a área. O perímetro. Os vários tipos de triângulo. E, no fim das contas, não explicaram o que acontecia quando ela se transformava em um dos vértices da tal figura.

O que fazer quando um vértice tentava expulsar outro do triângulo e transformar tudo numa simples linha. Ou como reagir quando surgisse um novo vértice e a coisa literalmente mudasse de figura. Se lidar com um triângulo já era tarefa complexa, o que fazer com um quadrilátero?

Ela fez várias projeções, de como ia ou não ia ser. E devia se lembrar que a Trigonometria era chata porque tinha regras. E a principal era: não se apaixone.

Mas a familiarização com os catetos fez com que ela relaxasse. E ela quase sucumbiu à paixão. Ninguém explicou que, nesses casos, era impossível traçar uma média geométrica. Ou que, o Teorema de Pitágoras podia não ser solução.

Talvez a saída fosse fugir pro Triângulo das Bermudas. Ou se mandar pra hipotenusa que pariu!

O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados catetos:

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