{ Paca é paca… }

Atrasado porque eu decidi dar fim completamente à internet em casa.

Mãe é mãe, e filha é filha. E, embora eu às vezes inveje relacionamentos em que as moçoilas compartilham tudo o que vivem com as madrecitas, não tenho esse tipo de ligação com a minha mãe. E nem sei se quero.

Só que minha mãe é, com certeza, a mulher que sempre tenta me colocar no caminho de ser uma pessoa melhor – mesmo que à maneira dela. Eu não digo tudo o que penso a ela, nem ela a mim. Mas eu sei, quando paro em frente àqueles olhos castanhos, que ela sabe tudo; e que, mesmo se não souber, não faz a menor diferença.

Porque somos mãe e filha.

Coisas que minha mãe certamente não precisa saber sobre mim:

Quantas pessoas eu beijei. Com quantas pessoas eu fiz sexo. Transei pela primeira vez aos 15 anos, e não aos 19, como ela imagina. Isso não aconteceu com o namorado que ela pensa que aconteceu. Experimentei drogas (e só experimentei, porque elas simplesmente não fazem efeito sobre mim!). Tive dois namorados ao mesmo tempo. Tive namorados que ela nem soube que existiram. Fumei (cigarro) durante um tempo. Tenho vontade de beijar uma mulher. Todas as coisas absurdas que eu fiz por causa de um homem (ver post anterior). Tomei remédios hardcore pra emagrecer. Nem todos os meus amigos são tão bem-comportados como ela gostaria que fossem (na verdade, só uma é, e essa amiga vai saber que se trata dela quando ler isso). Eu comprovei a existência da amnésia alcóolica. O dinheiro que ela me deu nem sempre foi usado para os fins alegados. Eu menti (muito) pra ela.

E o que ela certamente sabe:

Eu estou longe de ser a filha ideal. E preciso de terapia. E a amo demais.

É clichê, mas as mães também são!

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