{ Lady Erinyes, 23 anos, drogada e prostituída }

Sempre gostei de piercings e tatuagens. Simples assim. Mas sabe como é, jornalista e blablablá, tem que ter uma cara confiável (aliás, quem disse que tatuado é sempre porra louca??) e eu resumi a vontade em três tatuagens e um piercing no umbigo.

E, no fim do ano passado, fui pra praia com o namorado e a família (dele). Até que a sobrinha do dito cujo, no alto de seus oito anos, anuncia que quando for grande vai ter uma porção de piercings e tatuagens. Foi o início do fim. A avó da mocinha (vulgo minha sogra) horrorizada, “onde já se viu?”, “pra que isso?”, biriri bororó. A mãe da pequena tentando dissuadi-la, o pai dizendo que era um absurdo. E eu, com as minhas tatuagens, ouvindo a discussão familiar no meio da sala…

E nada disso seria tão mal se a sobrinha não soltasse um “por que não? A Lady Erinyes tem!”.

Puta merda.

Eu tenho tatuagens, eu sou levemente doida, eu saio, eu encho a cara, eu faço coisas que as pessoas acham estranhas, eu sou censurada. Mas eu trabalho, eu sou responsável e eu pago as minhas contas.

E agora quero botar um piercing no nariz.

Que tal?

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