{ Discussões de Relacionamento }

“Brigas de casal podem fazer mal ao coração”. Era esse o título de uma matéria que li anteontem, na internet. Mas que diabo de notícia é essa?

Todo mundo sabe que picuinhas a dois, independentemente do grau de relevância das mesmas, causam sempre aquele aperto no peito, coração acelerado e aquela falta de coragem de encarar a pessoa depois. O medo de que o outro olhe e diga “eu não queria mais ficar com você mesmo”. E as mãos suam, dá palpitação e vontade de gritar. Precisa de notícia pra dizer isso?

Mas um dia ela acordou e descobriu que precisava ter uma discussão de relacionamento. Mesmo que, no mundo dos rótulos, não soubesse exatamente que tipo de relacionamento era aquele. E se perguntasse se era certo discutir a vida a dois com alguém que não era seu namorado. Muito menos marido. Nem amante, nem ficante. Alguém com posição indefinida em uma das tantas categorias que poderia se enquadrar. Simplesmente a pessoa de quem ela gostava, e com quem queria estar naquele momento, como esteve em tantos outros. E ponto.

Na verdade, ela não tinha dúvidas sobre se devia ou não falar com ele. Tudo que ela tinha medo era que ele simplesmente dissesse que gostava dela. E se seguisse aquele silêncio, cortado pela continuação “mas é que…”. Teve vontade de sair correndo. De largar mão de tudo, que era tão mais simples. O estômago embrulhou, perdeu a fome, teve pesadelo. O coração disparou, parecia querer sair pela boca. Ficou borocoxô, depois de mau-humor.

Ameaçou chorar. Pensou em porque tudo sempre insistia em dar errado, em porque os homens são assim, na morte da bezerra, na derrota do time de futebol, na conta do banco estourada, na miséria da existência humana e… acabou falando com ele. E se entendendo (pelo menos ela acha que sim).

“Brigas de casal podem fazer mal ao coração”. Eu decidi clicar no link e ler a matéria. Fiquei curiosa com que novidade a tal notícia achava que ia trazer. E leio: “Brigas de casal podem endurecer as artérias, de acordo com um estudo da universidade americana de Utah”.

Endurecimento de artérias? Depois disso tudo, quem se importa com umas drogas de artérias entupidas?

Argh. Mais essa. Além de tudo, ainda vai enfartar o dito cujo com quem sai.

Ninguém disse que ia ser fácil…

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