{ Eu sou homem! }

Eu não tenho frescura, não tenho mais de dez pares de sapato e falo palavrão – freqüentemente. Sou desbocada. Mato as baratas da minha casa e tento arrumar as coisas que estragam. Eu admito mentira e traição, desde que eu nunca saiba a verdade.

Quando eu não namorava, saía com quem me desse vontade e fazia o que desse vontade. Esse negócio de “joguinho feminino” é coisa estúpida: você quer ou não quer, e acabou-se. Por isso, transar ou não transar no primeiro encontro é dilema de mulher.

Não acho que dar o cu é problema existencial e acredito em sexo sem amor. E tenho tesão por tesão, faço sexo sem compromisso. Eu arroto, eu peido e faço cocô, ao contrário de mocinhas bonitinhas que negam veementemente visitarem o banheiro para fazer um número dois. E odeio fazer compras.

Não tenho ciúme, não fico imaginando se sou traída ou não. Se alguém não me quer, descubro alguém que queira sem ficar perdendo tempo, seguindo a velha máxima “quem não me ama não me merece”. Curo depressão com cerveja, amigas e uns beijos na boca (e talvez um pouco mais).

Ser prático é coisa de homem. Ser enrolada é coisa de mulher. Tanto que nunca se vê homem fazendo cu doce.

Tá, eu também sou mulher. Tenho TPM, choro em filmes, não sou lá muito fã de futebol, gosto de colo, essas coisas todas. Mas ser mulher, definitivamente, é complicado demais para mim.

H ou M?

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