{ Prepara o divã que virou terapia }

Dizem que ter medo é bom. Porque é uma garantia, uma proteção, pra gente não sair por aí bancando o valentão e se estropiando.

Desde criança, sempre tive medo. De ir pra escola, de virar estrela, de tirar nota baixa. A professora da primeira série me deu um tapa na mão porque eu pegava com 3 dedos no lápis, e então e fiquei com medo de escrever na frente dela.

Na adolescência, o medo era de não ter uma turma, de ser rejeitada pelos meninos e de passar vergonha. E eu abri mão de um monte de coisas que eu poderia ter aprendido simplesmente por medo de errar.

Na hora de escolher a faculdade, tive medo de não ser criativa o bastante para fazer Publicidade ou não ser capaz o suficiente para fazer Desenho Industrial. Quando passei em duas faculdades, uma pública e uma privada, optei pela particular porque tive medo de morar sozinha numa cidade que eu não conhecia.

Já em Curitiba, medo de ir pra faculdade, de não fazer amigos, de odiar o curso. Namorando dois ao mesmo tempo, medo de terminar com um e descobrir que o outro é quem era o homem da minha vida.

Acabei terminando com os dois, começando uma nova faculdade numa área que não tenho lá muita aptidão, adorando o curso, fazendo uma porção de amigos. E, agora, moro sozinha.

Ainda tenho medo de casar e de ter filhos. Mas não quero mais ter medo de arriscar.

“Quanta coisa perdi por medo de perder”.
Paulo Coelho

Não, eu não gosto do Paulo Coelho!

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