fevereiro 2011

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{ Ô lá em casa }

– Ê, peitão!

É sair na rua e ouvir o populacho masculino a respeito do meu sutiã 46 – quase 48. As pessoas ignoram que, dentro de uns meses, se eu tentar bancar Elvira, a rainha das trevas, o máximo que eu vou conseguir é alimentar o maternal. O que é meio constrangedor, especialmente porque eu ainda não me acostumei com o volume avantajado da região (e com a futura função).

Sempre que uma mulher reclama das cantadas recebidas na rua, um homem se manifesta pra dizer que, oras, é uma forma de elogio. Sim, sim, é romance e graça. “Descascava e chupava todinha” é poesia. Entendemos. Vindo do desdentado ranhento é pura sedução.

Eu ainda consigo me divertir com as tiradas mais engraçadinhas – porque metade de mim ainda acha o mundo politicamente correto muito chato. Infelizmente, a criatividade dá muito trabalho e acabamos com os clássicos “delícia”, “gostosa” e atributos de partes específicas do corpo, além dos comentários chulos. Bem chulos.

Um dia a gente se irrita e resolve responder à altura. Foi numa dessas tardes que uma amiga ouviu um cara murmurando atrás dela: “… blablablá, a coxinha nhenhenhém…” e se virou muito indignada pra mandar o cidadão catar coquinho. Tomou um susto quando viu um homem com um isopor, vendendo salgadinhos. A frase provavelmente foi “quibe esfirra coxinha risoles”.

Quem fica com vergonha, no fim, ainda é a gente.

{ Avisandinho }

Depois de uma crise de lombalgia que me deixou de cama e uma mudança (moramos no Flamengo agora, para melhor carioquizar nosso pequeno feijão), estamos quase de volta.

A partir de hoje, sexta sim, sexta não, estarei no Manchete de Ontem. A proposta é comentar uma notícia do dia anterior – tou lá me lembrando das doces guloseimas industrializadas que eu comi ao longo da vida. Pra ir direto ao post, é só clicar aqui.

Semana que vem eu tou de volta. ;)