dezembro 2010

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{ Uma foto minha em 2010 }

Em Paraty, depois de comer moqueca e antes de deitar no colo do marido pra assistir Tom e Jerry no restaurante.

Foi um dia bom. :D

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Mais um do Meme das Antigas do MaxReinert. Até o final de Dezembro, um tema – e um post – todos os dias. Se você quiser entender como funciona, clique aqui. O blog do Max tem o link de todos os que tão participando. ;)

O problema de 2010 foi…

Eu não me esforcei o bastante. Comprei minha pipoca tamanho família e sentei pra assistir as coisas acontecerem, e, bem, o projetor deu umas travadas, eu botei a culpa no cinema e fui embora.

O bom de 2010 foi…

Descobrir a tempo que a falta de consequência só indica a minha falta de ação.

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{ Resumão }

Eu podia explicar de umas 17 maneiras diferentes porque eu não escrevi aqui esses dias. Mas é como explicar porque eu não gosto de purê de batatas, de polenta ou de gelatina: as pessoas simplesmente não entendem.

Eu não gosto de purê porque é comida de velho. Eu ainda tenho dentes, eu quero mastigar, por favor. Uma vez que a papa está dentro da boca, eu me pergunto “engulo ou mastigo?”. A textura é de comida mastigada, mas ainda tem que mastigar mais. Ui. Mas eu como pudim. E mousse de chocolate. Porque dá pra mastigar ou deixar derreter suavemente – desculpa, não dá pra deixar o purê deslizar pela língua até a garganta.

As pessoas acham estranho, mas eu considero bastante lógico. É isso.

E, é claro, nada tem a ver com o que eu queria dizer. É impressionante a capacidade que eu tenho de sair do foco, cruzes. Como eu não escrevi aqui nos últimos dias, vou fazer um resumão pra fingir que cumpri a proposta. E só volto depois do Natal, né?

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Em 2010, eu consegui me formar na segunda faculdade: agora sou tecnóloga em artes gráficas. Também consegui comer um panetone de meio quilo em menos de 48 horas. Ah, conquistas, conquistas.

Em 2010, tive inveja de gente livre. Eu sempre estive presa a alguma coisa: emprego, apartamento, carro, namorado. E algumas pessoas simplesmente conseguem não se prender a nada (mesmo que por um tiquinho de tempo) e chutar tudo. Acho lindo. Também tive inveja do Túlio PB, que comeu sonho do Carro dos Sonhos (sonhos de creme, nata, doce de leite, chocolate e goiabosonho!).

Em 2010, eu quase publiquei um livro. Mas ficou pro ano que vem, hahahaha!

Em 2010, eu descobri que os amigos sempre estarão lá. E outras coisas importantes, bem importantes. ;)

Em 2010 eu quis matar o vizinho, que tinha um pressurizador de água absolutamente barulhento e tinha a brilhante idéia de tomar banho às 5h40. Sério. Um dia, eu cansei dessa vida e levantei 6h pra tocar a campainha dele – diante da feição incrédula do marido, achando que meu plano não ia dar certo. Considerei que a reclamação teria muito mais efeito com a minha cara de sono, cabelo despenteado e ódio mortal. Funcionou.

E o troféu vergonha alheia de 2010 vai para… putz, isso exigiria uma revisão das fofocas do ano. Mas já que tamos aqui, vamos citar a Susana Vieira no Domingão do Faustão domingo passado. Pagar peitinho foi fichinha perto da (cof) incrível performance musical.

E o troféu me mata de orgulho de 2010 vai para todos os meus amigos que fizeram, cada um a seu jeito, conquistas memoráveis. Abrir uma loja, fechar uma loja, começar um casamento, terminar um casamento, começar uma faculdade, terminar uma faculdade (sendo melhor aluna, então, nem se fala). Entre tantas outras coisas que pessoas fazem todo o tempo, mas exigem uma coragem louca.

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Pularei os próximos dias de Meme por motivos que Liber exemplificou muito bem. Aproveitem bem o Natal, amem muito e divirtam-se.

{ Em 2010, eu tentei… }

Umas coisas que eu tento desde que eu me entendo por gente: emagrecer, parar de roer as unhas, escolher uma alimentação mais saudável, blablablá whiskas sachet. Funciona durante um tempo, mas, ó, nasci pra isso não.

Outras tentativas foram exclusivas de 2010, como tentar seu uma dona-de-casa menos noiada e mais eficiente – mas, considerando que agora a pia está cheia de louça e o marido não tem camisa passada pra usar amanhã, acho que algo não deu muito certo. Tentei – não com muito afinco – fazer uns amigos no Rio, mas tou devendo até agora conhecer a Cecília.

Ademais, tentei continuar vivendo, mesmo que eu não saiba muito bem porquê, onde, quando, como, quem. Se esse texto tá escrito, quer dizer que isso eu consegui.

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Cuba. Sempre. Pra colher abacaxi ou dirigir coco-táxi.

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Tenho advogados. Ah, tenho.

Era isso que eu ia contar ontem; ia sim, eu juro. E, pela primeira vez, eu furei o Meme das Antigas. A questão é que os textos não-escritos vão-se embora pra Passárgada, onde tem prostitutas bonitas pra gente namorar, e não voltam mais. Nem têm a decência de deixar um bilhetinho. Humpf.

É como largar o prato de sorvete pela metade e atender a síndica faladeira na porta. Mesmo se der sorte de as formigas não invadirem a gosma derretida, é em vão devolver a delicinha pro mundo das temperaturas polares. Aquele sorvete nunca mais será o mesmo. Se abandonar seu texto pela metade, recomendo não pensar mais no assunto. Ele voltará com os cabelos azuis e negando qualquer parentesco.

E ontem, ah, ontem, quando eu não escrevi aquele texto, eu fiz um ultrassom no olho pela primeira vez (note a reviravolta fantástica do roteiro). O bacana de exames de vista é que nunca se sabe que tipo de tortura vão aplicar em você. Sempre apresento um certo tremor e um tique quando a moça diz “encoste o queixo e a testa, por favor”. Uma geringonça que sopra, outra emitindo flashes e eu me perguntava em que momento uma agulha de 15 cm ia ser ejetada para perfurar minha córnea ferozmente. Mas nada disso era o ultrassom.

A médica pediu pra fechar os olhos – o que é relativamente bom, mas a indefinição dos acontecimentos dá um certo pânico. Eis que um gel encobriu minha pálpebra e uma superfície metálica levemente aquecida pressionou meu globo ocular. Opa, começa a pegadinha: “por favor, olhe para a direita” – e eu pensava que, se ela parasse de pressionar, talvez eu conseguisse mexer meus olhinhos pra algum lado. “Agora para a esquerda”. A falta de lógica de olhar para um lado ou para outro estando com as pálpebras cerradas é desconsiderada quando se verifica a possibilidade iminente de ter o globo ocular grudado no cérebro.

Não é um procedimento que eu recomende para os momentos de ócio. Se estiver aí desocupado, indico tomar um sorvete, conversar com a síndica ou achar umas prostitutas bonitas para a gente namorar.

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{ Meu melhor dia de 2010 }

Acordar e o café da manhã estar pronto. Café na cama. O gatinho no meu pescoço. O resultado do exame. Ver filme deitado no sofá. Cosquinha. As taças de vinho. Cafuné. Massagem. As refeições. Risadas. Restaurante mexicano. Umas cervejas. O livro. Reconhecimento. Hohohoho. Praia. Dias de sol. Dormir até tarde. O álbum de casamento. Água clara e quentinha. Beijinhos. As dancinhas descoordenadas. Matar as saudades. Fumar cebolinha. Fotografar a bunda do garçom. Ligações aleatórias. Todo esse amor.

“Felicidade
Não existe
O que existe na vida
São momentos felizes”

Odair José
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{ Meu pior dia de 2010 }

Quando há tantos dias ruins, tão iguais entre si, não se pode dizer exatamente que há um dia pior que outro.
Né?

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{ Minha compra de 2010 }

Tempo. Foi essa a maior compra do ano. Tava logo ali, entre as seções de “alguém pra pagar as contas” e “projetos a terminar”. Do ladinho, em promoção, um pacotinho de esperança. Comprei também.

Isso foi em fevereiro e levou a grana do ano inteiro…

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Imagine uma cidade do interior do Paraná. Com feira agropecuária, música sertaneja e uns 100 mil habitantes. A gente estudava inglês junto: eu era a menina que escreveu “apple” no quadro; ele tinha os cabelos cheios de ondas, onde os piolhos surfavam.

Umuarama é mesmo uma terra muito estranha. É uma cidade com uma estátua de índio, em quem eles vestiam uniforme da Seleção na época da Copa. Um dia, na aula de inglês, a professora me disse “você ainda vai escrever e ele vai tocar”. Aos 14 anos, acho. Nós não gostávamos de música sertaneja. Eu fazia curso de hai-kai, ele tocava baixo e violão. A gente era amigo. A gente é amigo.

É como se eu nunca tivesse feito parte de Umuarama. Eu me mudei, ele ficou. E antes que eu pudesse dizer “Nevilton”, eu vi a Rolling Stone e a Bravo falando deles. Não deve ter sido assim tão rápido pros caras, mas é a sensação que eu tenho. De repente, ele era baixista de uma das minhas bandas preferidas.

Lembro que eu disse pra uma amiga: ó, você ainda vai ouvir falar deles. E ela disse que era um mercado complicado e aquelas coisas todas. Ninguém acredita muito quando você diz que vai viver de atividades como escrever ou tocar numa banda. Mas, no meio disso tudo, a gente já quase trintão, eu comecei a acreditar que viver do que nos deixa feliz era bem possível. Esse ano, eles abriram o show do Green Day em São Paulo.

Umuarama quer dizer “lugar onde os amigos se encontram”. O engraçado é que a gente veio se encontrar aqui no Rio. Dia desses, recebi uma mensagem no celular e um pedido de socorro. Três caras muito bacanas e um monte de bagagem musical invadiram a minha casa.

A música do ano pode ser qualquer uma, desde que seja do Nevilton. Porque música tem que fazer a gente feliz. Eu vou ter meu livro e você vai ter seu disco.

Pode sorrir.

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Pra ouvir e saber mais, chega lá em www.nevilton.com.br.

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