abril 2007

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{ As histórias }

Deu de começar os textos com verbos. Porque, afinal, é assim que começam todas as histórias, não é? Começando. Nem sempre importa quem faz o que. Nem onde. Nem com quem. Às vezes, só importa que seja feito.

Como grandes histórias de amor. Eu e você, eu e aquele outro, você e aquela uma. São só grandes tramas românticas – às vezes, nem isso. E importa?

Os verbos indicam muito mais que uma ação. Indicam coragem em fazê-la. Se bem que dizem que a coragem é uma forma de burrice. Que seja. Não faz mais diferença quem fez o que. O fundamental é que foi feito, e é por isso que estamos aqui agora. Nesse ponto da história, e não lá naquele outro, cheio de vírgulas e poréns. E novos parágrafos que sempre acabavam contando a história do parágrafo anterior.

E eu não quero saber se as letras que se escrevem saem de mim ou desse pequeno demônio que mora aqui dentro. Deixe que grite e que não faça sentido. Como eu não faço. Nem você. E não interessa quem, desde que as atitudes sejam tomadas. E novas histórias sejam contadas.

Que venham, cheias de verbos.

Contando…