maio 2005

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Quando se mora sozinha, aprende-se uma coisa sobre prazos de validade. Eles não valem quase nada. Afinal, com uma pessoa só em casa, é meio complicado fazer um litro de leite ir embora em 3 dias ou consumir um litro de suco em 2 dias.

O nariz vira aliado. A coragem, pré-requisito mais que necessário. Se o cheiro tá bom, você arrisca virar um tanto no copo e dar um golinho. Mas já fica preparada pra fazer careta se estiver com gosto de podre. Se parece normal, você toma o copo inteiro, meio sem pensar se isso vai fazer mal depois.

E nesse cheira-arrisca cotidiano, chega uma hora em que se começa a cheirar relacionamentos. Pessoas. E ver se ainda dá pra insistir mais um pouquinho, mesmo que saiba que o prazo de validade já venceu. Às vezes, o gosto chega até a ser um pouco diferente do habitual, mas você engole entoando o difundido mantra “o que não mata engorda”.

Sabe-se lá se por preguiça ou simplesmente porque você se ilude pensando que aquilo pode parecer tão bom como foi um dia… quando você se dá conta, tá tomando leite velho. E beijando pessoas que já azedaram.

Insistir no que não dá mais é prejudicial à saúde.

Válido até que eu mude de idéia…