fevereiro 2004

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{ Tempo, mano velho }

Onze horas. É mais ou menos o quanto eu tenho trabalhado por dia na última semana. Nunca menos que dez, mas nunca mais que doze. São duas horas da manhã quando eu chego em casa. Seis horas é o quanto eu durmo.

Seis dias na semana. Trabalhando de terça a domingo.

Cento e tantos reais é quanto eu gastaria com internet ADSL para não usar nem duas horas por dia. Aliás, meu micro também decidiu parar de funcionar após uma queda de energia de quatro horas. E agora faz aproximadamente 48 horas que ele não funciona.

Péim! O tempo acabou.

PS: Posts relativamente decentes somente após o conserto do meu micro (espero que logo!).

Tempo amigo, seja legal…

{ Detalhes tão pequenos }

O cara é perfeito. Gosta das mesmas coisas que você. Canta as mesmas músicas que você assovia o dia inteiro. Fala sobre seus filmes preferidos.

Ele tem aquele nariz do jeitinho que você gosta, os ombros largos e aquele olhar que te derrete inteira. E você pensa que podiam ficar para sempre numa ilha deserta: você, ele e o Chico Buarque (não, não o Chico Buarque – hum, se bem que não seria nem um pouco mal! Mas, nesse caso, Chico se restringe à trilha sonora).

E é então que:

– você nota que ele usa pochete. P-O-C-H-E-T-E. Argh.

– ele assoa o nariz à mesa.

– ele varre o nariz em busca de um tatu. Sempre.

– ele mastiga de boca aberta. E fazendo barulho.

– ele tem um pedacinho de comida no dente (acontece nas melhores famílias, mas é broxante).

– você tem que explicar tudo. Várias vezes.

– e tem que repetir seu nome. Pelo menos umas dez vezes.

Por que é que aquele carinha com asinhas e flecha vive tentando me enganar?

Essa não é uma história real. Qualquer semelhança terá sido mera coincidência.

Ui, são coisas muuuuuuuuuito grandes pra esquecer! Eca!

Dizem que ter medo é bom. Porque é uma garantia, uma proteção, pra gente não sair por aí bancando o valentão e se estropiando.

Desde criança, sempre tive medo. De ir pra escola, de virar estrela, de tirar nota baixa. A professora da primeira série me deu um tapa na mão porque eu pegava com 3 dedos no lápis, e então e fiquei com medo de escrever na frente dela.

Na adolescência, o medo era de não ter uma turma, de ser rejeitada pelos meninos e de passar vergonha. E eu abri mão de um monte de coisas que eu poderia ter aprendido simplesmente por medo de errar.

Na hora de escolher a faculdade, tive medo de não ser criativa o bastante para fazer Publicidade ou não ser capaz o suficiente para fazer Desenho Industrial. Quando passei em duas faculdades, uma pública e uma privada, optei pela particular porque tive medo de morar sozinha numa cidade que eu não conhecia.

Já em Curitiba, medo de ir pra faculdade, de não fazer amigos, de odiar o curso. Namorando dois ao mesmo tempo, medo de terminar com um e descobrir que o outro é quem era o homem da minha vida.

Acabei terminando com os dois, começando uma nova faculdade numa área que não tenho lá muita aptidão, adorando o curso, fazendo uma porção de amigos. E, agora, moro sozinha.

Ainda tenho medo de casar e de ter filhos. Mas não quero mais ter medo de arriscar.

“Quanta coisa perdi por medo de perder”.
Paulo Coelho

Não, eu não gosto do Paulo Coelho!

{ Ou ela ou eu }

O medo de ficar sozinha tá indo embora. E levou junto minha internet rápida. Muitíssimo em breve, na contramão do mundo, darei adeus a toda a comodidade do ADSL e blablabla. Responder a todos os comentários será impossível (já estava bem difícil nas últimas semanas).

Agora fica o medo de ninguém mais voltar aqui. Talvez eu remova o sistema de comentários e deixe somente meu e-mail. Talvez não. Mas finalmente hei de fazer a seção de links.

Tira? Bota? Deixa ficar?