novembro 2003

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Nos últimos dias, li vários textos sobre o homem ideal. Como ele deveria ser ou deixar de ser. Então refleti sobre como seria meu homem ideal. A tampa da minha panela, a metade da minha laranja, minha alma gêma, minha cara metade, o chinelo velho pro meu pé cansado. E notei que o que pensei era um pouco diferente do que eu li. Igual, mas diferente.

O homem ideal

Eu queria que os olhos dele vigiassem meu sono. Que os braços enlaçassem meus sonhos. Que o peito amparasse meu ser. Queria que as pernas corressem com meus medos e que as mãos trouxessem meus anseios. Que o corpo buscasse meu prazer. A cabeça fervilhando idéias e os cabelos trançando projetos.

Meu homem ideal teria um cheiro que me acalmaria a alma e a voz de brisa para soprar palavras. Ele seria sempre melhor, e me faria melhor. Seria minha felicidade, minha saudade e minha tristeza. Porque eu haveria de chorar com ele.

E ele deverá partir depois de mim. Para que eu possa esperá-lo do outro lado. Ele fará tudo por mim, e eu farei o mesmo por ele.

… e talvez já tenha!

{ Ai ai ai }

“Isso só acontece comigo!”. Mentira! Folclore! Balela! Isso acontece com todo mundo. Derrubar café na blusa que acabou de vestir, manchar a camisa branca de molho shoyu, não ter na loja o produto em promoção, a fila sempre andar devagar porque você está nela. Vide “Leis de Murphy”.

Mas tem coisas que – ah, essas não! – não acontecem com todo mundo. Porque existem seres abençoados – e outros amaldiçoados, por que não? Ganhar na loteria não é pra qualquer um. Eu nunca ganhei nada. Só ganhei uma caneca numa rifa, uma vez. Ah, e ganhei um livro péssimo num sorteio da faculdade, mas esse serviu porque eu troquei no sebo por uma porção de livros legais.

Ou seja, restaram, para mim, os acontecimentos malditos. Aqueles insólitos, que ocorrem com uma a cada 2 milhões de pessoas. Por exemplo, quando eu fissurei o osso do dedão do pé brincando de lutinha com um ex-namorado. Mas a maldição que me acompanha teve seu ápice em 21 de novembro de 2001.

Era dia da minha banca, apresentação do projeto final de graduação. Depois de tudo acabado, eu aprovada, perfeito.

Eis que a noite cai e eu vou pra cama. Sono reconfortante. Ai ai ai. Mas aí aparece alguém. Começa a levantar o colchão da minha cama. Eu tentando me agarrar no colchão de casal, mas… eu não dormia numa cama de casal! Eu dormia num beliche! Na cama de cima! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!

CAPOFT!

Tava sonhando.

Caí do “segundo andar” do beliche – e isso já era realidade, necas de sonho. Lembro da cara do meu primo, sentado na cama ao lado, com cara de “que porra é essa?”. Minha prima entrando correndo no quarto, eu segurando o braço – que doía um pouco. Pedi uma pomada pra passar no pulso. E foi quando descobri que meu braço tava torto! Ai ai ai. Essas coisas só acontecem comigo.

Corre pro hospital. Os residentes lindos. Ai ai ai. E eu com o braço quebrado porque caí do beliche. Ninguém acreditava na idiota que caiu da cama com quase 21 anos. Ai ai ai. Como desgraça pouca é bobagem, depois de ouvir da minha irmã que era pra “dormir que logo passa”, larguei, no dia seguinte à tragédia, 2 mil e tantos reais no outro hospital para operar meu braço. Ai ai ai. Dois pinos. O meu medo de estar de braço enfaixado na formatura. O medo da minha mãe de eu ficar com o braço torto.

Ai ai ai. Lembro que perguntei ao médico que me operava porque é que eles não usavam aventaizinhos como o meu, dos que a gente fica com a bunda de fora. Não lembro da resposta. Ai ai ai.

Tem coisa que só acontece comigo. Pena que não é ganhar na loteria.

Por que só comigo?

{ Meleca! }

Obviamente, quando o blogger finalmente funciona, os comentários param de funcionar. Aê! Os últimos comentários do post abaixo “travaram” o Blogger Comentários, portanto, tive de apagá-los. Se essa merda voltar a acontecer, terei de apagar alguns outros, portanto, não se assustem, ok?

Você odeia o Blogger tanto quanto eu?

{ Não vejo nada… }

When you hear a sound
That you just can’t place
Feel somethin’ move
That you just can’t trace
When something sits
On the end of your bed
Don’t turn around
When you hear me tread

I’m the invisible man
I’m the invisible man
Incredible how you can
See right through me

The Invisible Man – Queen

Quando ouvia essa música, eu me perguntava – no melhor estilo “Who wants to live forever?” – quem quer ser invisível. Na infância, eu nunca quis ser invisível. Queria poder voar. Isso sim seria legal.

Mas, ser invisível? Já basta o tanto que eu quis ser vista por gente que nunca me enxergou.

Quando eu era criança, sempre sonhava que meu telefoninho vermelho de brinquedo tocava. E eu queria dizer pra quem era a ligação, mas ninguém me via. E era horrível. Talvez daí minha aflição por ser invisível.

Que me odeiem, mas me enxerguem.

{ Spectacular, Spectacular }

O que lhe parece mais impossível de acontecer hoje? Ganhar na loteria? Passar de ano sem recuperação, sem final e sem subornar professor? Aqueeeeeele cara ou aqueeeeeeela gatinha que você sempre quis se declarando e dizendo que você é um chuchu?

Pois tudo isso parece extremamente real perto da possibilidade de conseguir acessar normalmente o Blogger!

Você é humano? Então desista.

Blogger – quando postar é humanamente impossível

Aleluia! Aleluia!

Eu odeio meu inconsciente. O desgraçado vive me pregando peças – a última foi o template. Estava eu, feliz da vida, com meu template novo, quando a Anna Carolina veio perguntar da minha inspiração para a nova roupa do chá-tice.

Qual não foi minha surpresa ao entrar no Appothekaryum e ver que era praticamente um plágio! Eu, que tanto chiei, praticamente copiei o template da Anna! Ai ai ai, que feio. Pior é que eu já tinha entrado lá e não tinha notado nada, mas depois que ela falou foi impossível não notar! Eu semprei gostei muito daquele layout, aí o lazarento do meu incosciente montou um quase igual achando que meu consciente não ia descobrir. Arrá!

É por isso que eu odeio essas formas de consciência que não são conscientes. Essas coisas de psicólogo, né? Aliás, nunca fui em um; quer dizer, minha mãe disse que eu fui, mas eu nem lembro. Ela queria a todo custo que eu parasse de chupar dedo (o que foi até os oito anos de idade) e fez de tudo pra eu largar o hábito. Engraçado, porque eu só me recordo do meu pai entrando no quarto, muito brabo, dizendo que era pra eu parar antes que eu tivesse que usar aparelho. E, ainda por cima, daqueles “freio de burro”.

O que ninguém entendia é que eu queria usar o maldito aparelho! O motivo, só Freud explica: a menina mais paquerada (paquerada? Na segunda série do primário?) da minha sala usava um desses. E lá estava meu inconsciente me mandando não parar de chupar dedo!

Anna Carolina, pode deixar que resolvo isso essa semana. Ah, e aproveitando o momento recado… Bialzinha, obrigada por ter falado com a Syl. Eu ia escrever pra ela, mas não achei o e-mail no blog. Ou meu insconsciente não deixou achar, por uma razão que eu não faço idéia de qual seja!

Maldita seja a Psicologia!

Sub? In? Consciente?

Dia desses, li a coluna do Dimenstein sobre a redução da maioridade (de 18 para 16 anos). Quando vi, na Folha Online, a chamada “Baixar a maioridade é bobagem”, pensei: agora alguém deve ter um bom motivo para eu mudar de idéia. Afinal, Dimenstein é Dimenstein, certo?

Errado. O argumento é que os criminosos saem da prisão pior do que entraram. E que a solução é que o sistema penitenciário eduque – e o criminoso se convença que, se continuar nessa vida, vai acabar preso. Rá rá rá. Bela solução.

Engraçado como Gilberto Dimenstein pode defender um monte de idéias utópicas e ser o último Gatorade do deserto. De repente me peguei pensando em como algumas coisas já têm um pré-determinado padrão de qualidade. E nem sempre elas continuam tão boas, mesmo que a fama permaneça.

Sou menos que a merda do cavalo do bandido pra falar mal de Gilberto Dimenstein; mas é fato que, nessa coluna sobre a redução da maioridade penal, os argumentos foram tão convincentes quanto os de um adolescente palpiteiro.

No mesmo raciocínio, pensei no template do Chá-tice. Parecia bom – até agora. Talvez, fosse bom porque eu achava que era bom. E ele já nem fosse tanta coisa assim.

Sempre é bom julgar e analisar as coisas. Mesmo as que vemos todo santo dia.

Faça sua análise!

Bem diz a propaganda do Mastercard. Depois de passar semanas fazendo um trabalho pra uma pessoa com QI de ostra, devolvi todo o dinheiro e entreguei a ela tudo que estava pronto. Nenhum dinheiro no mundo compra minha paz.

Tudo começou com esse ser que me pagou para fazer o trabalho de graduação que deveria ter sido feito durante tooooodo o ano… a impressão que eu tenho é que a moça ficou tirando cutícula do cérebro e lixando a língua, porque faltando duas semanas para a entrega ela não tinha nada pronto. Então eu pergunto, ao estilo da Glau:

Por que uma pessoa não faz seu trabalho de graduação?

( ) Porque não tem mais com que gastar dinheiro
( ) Porque acredita que ficar no computador estraga as unhas
( ) Porque pensar estraga o cérebro
( ) Porque pensar dá muito trabalho
( ) Porque a pessoa tem QI de ostra e é incapaz de unir duas idéias (“idéia? Hã? O que é isso?”)

Ótimo. A ganância falou mais alto e lá fui eu fazer o projeto final da dita cuja. A pessoa simplesmente largou T-U-D-O na minha mão. Depois de tudo pronto, o que ela disse?

( ) Suuuuuuper Mouse é seu amiiiiiiiigo, vai salvá-lo do periiiiiiigo!
( ) And the Oscar goes to…
( ) O que é aquilo no céu? É um pássaro? É um avião?
( ) Aaaaaaaaai, tá tudo errado e meu professor disse que eu vou reprovar!!

Passados os primeiros dez segundos de ódio total e completo, em que pensei em seguir os conselhos de uma amiga e enfiar palitinhos debaixo das unhas dela, eu decidi devolver toda a grana e todo o serviço. A paz vale mais que qualquer dinheiro.

Tem coisas que o dinheiro não compra. Pra todas as outras existe Mastercard.

Quanto vale?

Boemiiiiiiiiiia, aqui me teeeeeeeens de regresso…

Tanto tempo tão ocupada e, agora que eu tenho espaço na agenda, não sei nem por onde começar. Nesse instante começa o mundialmente conhecido “fenômeno do declínio de atividades sociais”. Só porque eu vou ter tempo pra ir.

Minto. Nos primeiros 4 dias, quando só vou pensar em dormir, dormir e dormir (e, quem sabe, dormir mais um pouquinho), ainda vai ter alguma coisa para fazer. Mas não vai adiantar, serei mulher-zumbi-enfurnada-em-casa-integrada-ao-sofá. Quando passar essa fase e eu quiser sair para curtir a vida exterior ao meu apartamento, não vou ter companhia.

O lado bom (bom?) é que isso só vai durar 15 dias. Logo, volta tudo ao normal. Trabalho, aula, trabalho, aula, nada de tempo para fazer a mão, o pé, cortar o cabelo ou acabar de ler a biografia do Leminski (que eu estou “lendo” desde que comecei esse blog).

Talvez seja melhor dormir mesmo.

It´s six o´clock!

{ Sintonizando… }

“Eu volteeeeeeeeeeeeeeeei, agora pra ficaaaaaaaaar…”

Isso mesmo, querido ouvinte!

“Porque aquiiiiiii, aqui é o meu lugaaaaaaaaaaaaaaar…”

A sua estação preferida está de volta!!

Depois de mais um frio e tenebroso inverno, a cigarra volta a cantar!

“Xanaduuuuuuuuuuuuuuuuu…”

Agradeço os quatro pedidos pela volta desta que vos fala! Perdoem o longo tempo fora…

“Pleeeeeeease, forgive-me… I know not what I do”

E já voltamos no ritmo!

“Ritmoooooooo, é ritmo de festaaaaaaaaaaaaaa!”

“This is the rythm of the night! The night! Oh yeah!”

“Tan tan tan tan taaaaaaaaaan
Tan tan tan taaaaaaaaaaaaan”
(musiquinha do plantão da Globo)

Informamos que a aluna Lady Erinyes passou na final de cálculo e entregou, com êxito, o trabalho para sua cliente. Agora, haverá tempo para que a meliante faça o pé, aplique máscaras de pepino e escreva em seu blog, o chá-tice.

Mais informações a qualquer momento. A cobertura completa você verá no Jornal Nacional.


“Tan tan tan tan taaaaaaaaaan
Tan tan tan taaaaaaaaaaaaan”
(musiquinha do plantão da Globo)

On-off:

Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso, e sabedoria para distinguir uma das outras.

Conceda, também, serenidade à professora de cálculo, para que ela não me reprove; e sabedoria para que eu possa encarar a prova que farei às 21h20.

Aproveitando o embalo, dê-me um dia com 48 horas, para que eu possa fazer tudo o que me comprometi a fazer. Um montão de dinheiro também não iria mal. Hum… quatro quilos a menos também seria bacana.

Deixa eu ver que mais… ah, Deus! Preciso de um cérebro novo. Com muito espaço em disco. Porque esse aqui, quando eu resolvo aprender as malditas integrais de cálculo, só exibe a mensagem:

Disco cheio.
Impossível salvar.

Amém!

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