{ Jingle Bell, Jingle Bell }

Natal. Período mágico, em que Jesus nasceu para dar esperanças ao homem. Quando as famílias se reúnem para festejar e demonstrar seu amor e união. É período de amigo secreto, presente de Natal, ceia e décimo terceiro.

Faltando uma semana pra data, dinheiro. Pra comprar os presentes, pra comprar as lembrancinhas, pra comprar o peru, pra comprar os cartões, pra comprar os enfeites. Melhor vender a alma ao diabo. Dá-lhe meia, camisa e pijama. Boneca, video-game e bicicleta. Perfume, CD e livro.

Na hora da festa, papel e laçarote. E Papai Noel, que ninguém é de ferro. Criança feliz, criança com cara de choro, criança estabacada com brinquedo quebrado.

Falta Coca Cola, cerveja e vinho para fazer descer o peru com farofa entalado na garganta. Que saudade daquela macarronada molhadinha e do caldinho do feijão. A tia mais pudica da família tira você no amigo secreto. Lá vem uma calçola que você nunca vai usar – pelo menos não nas próximas cinco décadas.

No almoço de Natal, os adultos de ressaca, as crianças com os brinquedos barulhentos e a discussão pra ver quem ganha: a dor de cabeça dos pais ou a insistência dos filhos. Bebe mais um pouco, requenta o peru, assa um leitão. Um grita com a filha adolescente, a outra defende e vira aquela zoeira. Logo, tá todo mundo discutindo e deixando a louça pra você lavar.

Quinta-feira de Natal. Engraçado, sempre foi domingo de Natal. Ao fim de tudo, você jura que não quer mais ver sua família pelos próximos vinte anos. Mas, lá no fundo, sabe que vai esperar o ano todo para que finalmente chegue 25 de dezembro de 2004…

Jingle all the way…

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