{ Das dificuldades virtuais }

Um professor me disse, uma vez, que na internet tudo é mal interpretado. Concordo. Você escreve, educada e humildemente:

Fulana,
Pode fazer a gentileza de me enviar o arquivo com as cotações da Bolsa nos últimos dois meses?

E a pessoa interpreta como:

Fulana,
Pode fazer a GEN-TI-LE-ZA de me enviar o arquivo com as cotações da Bolsa nos últimos dois meses?

Ou seja, de maneira mais clara, a mensagem compreendida é:

Fulana,
O mínimo que você pode fazer é me mandar o arquivo com as cotações da Bolsa nos últimos dois meses! Por que ainda não enviou? Acha que é paga para que?

Para isso inventaram os emoticons. Mas eles ficaram restritos aos chats e pode soar meio teenager usar desses artifícios nos e-mails mais “sérios”. Nesses casos, usar o telefone pode ser mais eficiente.

O problema maior acontece quando a conversação acontece com pessoas que você conhece apenas virtualmente – e, consequentemente, não tem o número de telefone para ligar e dizer o que quer. O que é ótimo, já pensou o que seria dos blogs super comentados se todos os palpites fossem feitos pela invenção de Graham Bell?

(A propósito, não tem nada a ver, mas me lembrou uma piadinha ruim mas bem bonitinha:
Como duas baratas se comunicam?
Via Embaratel!)

Mas, explicações e mais explicações, palavras e mais palavras digitadas, calos e mais calos nos dedos, finalmente a gente se entende. Melhor assim.

Hein?

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