{ Tecnicamente… }

Eu gosto de algumas coisas simplesmente porque eu gosto. Da trilha sonora de Moulin Rouge, do trabalho do Romero Britto, do céu azul e de doce de figo ramy. Se me perguntarem porquê, digo “porque sim!” e acabou-se.

Nesse fim de semana, pensei que talvez eu esteja certa em gostar e pronto. Comprei um cd do Strokes (Is This It) e ouvi que não era tão bacana porque o som não era tão trabalhado. Disseram pra eu não comprar nada do Romero Britto porque aquilo não era arte.

Então eu não quero arte! Então eu sou só mais uma massificada atrás do que é fácil!

Já estava quase pulando da janela quando um amigo me veio com um questionamento sobre “análises desmembradas”. E eu cheguei à conclusão que, se eu dividir tudo em pedaços menores e decifrá-los um a um, vou descobrir que um monte de coisas que eu achava super bacanas são lixo (foi o que quase aconteceu com The Strokes quando me disseram “olha que bateria pobre!”, “hum, esse baixista, hein? Sei não…”).

Por outro lado, se eu analisar tecnicamente algumas coisas, talvez considere boas por serem interessantes separadamente – e estar enganada. Num chat, “loiro, olhos azuis e bronzeado” não quer dizer muita coisa. Apesar de todo mundo imaginar um conjunto interessante, a última Coca-Cola do deserto, é óbvio que o cara pode ser horroroso – e a Coca, nesse caso, vai estar quente e sem gás.

O meu amigo das análises desmembradas discutia que estava interessado numa menina que tem um sorriso lindo, mas parece vazia. Porque ela tem a bateria meio normal, o baixo meio fraco… mas o conjunto é interessante, não é? É. Mas não é arte. Não é a mulher ideal. Não é perfeita.

E quem quer gente perfeita? Eu quero o que me agrada. O que me faz feliz. Sentimento não tem ISO9000.

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