{ Família, família… }

Fim de semana. Meus pais em casa, fato raríssimo (para quem não sabe, moro só com a minha irmã). Saudades, eu não os via desde junho. Família reunida, jogando conversa fora, almoçando junto. Foi ótimo – durante os cinco primeiros minutos.

Acordo às 8h15 da manhã com o furdunço na casa. Anda pra lá, anda pra cá, berra aqui, grita acolá, e eu, que tinha ido dormir às 2h da manhã, estou de pé. Na sala, assistindo aos seriados do SBT, ouço a cada meia hora as mesmas perguntas: “que programa é esse?”, “é americano?”, “o que que conta?”, acompanhado dos comentários “que programa bobo!”, “não sei como você ri”.

Cansada de ter que explicar cada seriado que começa (além das conversas sobre o casamento da minha irmã e, pasme, sobre o meu! Sim, porque minha irmã vai casar logo, mas o que diabos EU tenho com isso?), vou para o computador. Lá estou eu, conversando animadamente no icq. Minha mãe:

– Temos que ligar pra sua madrinha pra agradecer o presente de formatura. (detalhe: me formei há um ano e meio. Será que ela não pode esperar duas horas pra receber a ligação de agradecimento?)

– Tá bem, mãe. Depois a gente liga.

– Liga agora.

– Agora não, mãe. É hora do almoço. (notem a tentativa de fuga!)

– Imagina, não tem problema.

– Depois, mãe.

– Procura aí o número na internet.

Intimidada pelo olhar do meu pai, que assiste à cena, entro no site da Telefônica e pego o número.

– Então depois a gente liga, mãe.

Pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi pi (onomatopéia do teclado do telefone).

Só uma palavra para resumir minha condição nesse instante: indignada.

– Oi, Silvinha, tudo bom? Como é que tá tudo aí? Blablablabla… então peraí que ela vai falar com você. (eu? quem disse que eu ia falar com ela naquela hora? Achei que tivesse dito “depois”)

Atendo, blablablabla, desligo.

– Pronto, agora vamos ligar pra sua tia.

AAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRGGGGGGGHHHHHHHHHHH!!!!!!

Post aleatório, ao estilo do unread.

Eu sou uma pessoa praticamente cega, com 3,5 graus de miopia. Esses dias, acordei, abri o olho e… surpresa! Eu enxergava tudo perfeitamente! Nada embaçado, tudo nítido, uma coisa espantosa! Pensei “Milagre! Milagre!”. Estava quase telefonando para a igreja mais próxima quando me liguei do acontecido. Tinha dormido com as lentes de contato.

Putz! Estúpida.

Cachorro, gato, galinha…

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