Parece que eu sentei pra tomar uma xícara de chá e, antes que esfriasse, o ano acabou. Mal deu tempo de botar o açúcar. Simples assim.

Vai ver porque eu não tive inverno e, sendo sempre verão no Rio de Janeiro, não notei a outra metade do ano já indo embora. Em Curitiba, o final do ano vinha com um calorzinho que fazia lembrar que as crianças logo iam cantar no Palácio Avenida. Eu tomei um susto quando vi a árvore de Natal do Barra Shopping. É isso, gurizada, o ano acabou.

Vai ver porque eu pedi as contas do emprego em fevereiro e não esperava ansiosamente pelas férias. E, sabe como é, o tempo sempre passa mais ligeiro quando a gente tá de folga.

Mas o ano passou rápido demais.

Vai ver porque eu parei de roer unha e recomecei e parei de novo e roí mais umas vezes pra prometer nunca mais comer as pontinhas dos dedos. E hoje, dia primeiro de Dezembro, elas se parecem tanto com as unhas roídas de Janeiro. Eu não queria admitir, mas aconteceu mais ou menos a mesma coisa com a dieta.

Vai ver porque minha memória é uma droga, porque me neguei a admitir que tou morando no Rio e queria meus amigos de Curitiba ou porque estive sozinha tempo demais. Quando se tem todo o tempo do mundo pra alguma coisa, o resultado é que não há resultado.

Eu já me perguntei se realmente aconteceu alguma coisa durante 2010. Ainda tenho uns 30 dias pra descobrir.

___

* Primeiro tema do Meme das Antigas do MaxReinert. Até o final de Dezembro, um tema – e um post – todos os dias. Se você quiser entender como funciona, clique aqui.

___

É, eu disse um post novo todos os dias!

{ Hihihi }

Uma das minhas preferidas de sempre.

extraído de "As 80 melhores piadas do Puff", n.12, 1987

{ Em um ano }

Eu o amaria mais se o conhecesse menos. Se não soubesse do seu ódio pelas azeitonas ou do seu amor por música sertaneja. Se sua rinite não incomodasse meu sono às vezes. Se sua roupa fosse parar dentro do cesto de roupa suja, e não em cima dele.

Se eu desconhecesse todas essas pequenas coisas, meu amor seria maior. Se eu nunca soubesse quem você é de verdade, meu olhar pra você seria sempre de perfeição.

Era o que eu achava.

Mas se não dividíssemos as pequenas coisas chatas, meu querido, então você nunca seria o herói que me salva dos pesadelos que eu insisto em ter, e não haveria carinhos no cabelo até eu esquecer o pavor e dormir.

Se eu nunca encarasse esse meu medo inexplicável de casamento, você não me deixaria dormir mais um pouco e não deixaria o café na mesa. Trocar a minha vida com a sua faz com que os dias sejam mais coloridos, mais ensolarados e infinitamente mais felizes.

A certeza em saber que a aliança está no dedo certo – e que isso não muda absolutamente nada –, e que os últimos 365 dias merecem ser comemorados só para que a gente nunca se esqueça. Eu o amo porque você é capaz de me segurar e me reerguer como se isso não fosse nenhum sacrifício, ainda que seja. E porque isso é você. Sempre foi. Mas eu não saberia.

Se eu não o conhecesse tanto, eu desejaria que você sempre estivesse lá por mim, mas nunca teria a certeza de que estaria.

E eu sei. Você está.

Amo. Sempre.

foto: www.meliess.com

___

Mas você podia gostar de azeitona, né? ;)

{ Pequenas promessas }

Entre tantas letras, achei minha lista de desejos pra 2006. Parece justo.
(e Novembro, pra mim, já é mesmo fim do ano…)

___

“Meu amor, o que você faria se só te restasse esse dia?”. Todo dezembro me vem essa música à cabeça. Não sei se é por causa daquele clima de balanço de final de ano, ou se porque faço aniversário daqui a dois dias.

O fato é que minha lista de resoluções para o Ano Novo, que eu começo a montar nesse período do ano, sempre é baseada no que eu faria se só me restasse esse dia. Aquela sensação de poder aproveitar cada minuto. De “que se dane o que vão dizer os outros”.

Conta só o que eu quero fazer. Não importa como, nem se tem como alcançar. O importante é criar a lista. Ano passado eu a fiz mentalmente, e como me arrependo. Pequenas coisas se perderam no meio do ano, tenho certeza.

Por pouco não se foram os dias no parque e os amigos. Os bons filmes, as boas músicas. As noites tentando contar estrelas. Quase desapareceram as risadas, as lágrimas ao gargalhar, as piadas e os dias que valeram à pena. E por um triz não sumiram os inícios e os finais de tantas coisas que deveriam ser importantes.

As coisas pequenas que a gente deseja e realiza. Mas que, ao chegar dezembro, parecem nunca ter acontecido. O doce de abóbora da mãe. Aprender um passo de dança – mesmo que seja um só. Aquele beijo. Quase se perdem, mas não nesse ano. Nem no ano que vem.

Porque, para 2006, quero livros, cds e dvds. Cinema, peças de teatro, passeios no parque. Tempo e um pouco de dinheiro, nem que for só para ir para longe daqui, só para olhar a lua. Quero estar lá para os meus amigos quando eles precisarem. E oferecer minha casa para que as pessoas façam de refúgio quando tudo der errado.

No ano que vem – e que o mundo não acabe no dia seguinte –, quero acordar e ficar deitada na cama, olhando o céu. Comprar um pé de pato e uma máscara de mergulho para andar pela casa. Quero cozinhar mais, para mim e para os outros. Viajar mais. Quero carinho aos montes, para reparar o tanto que me machuquei nesse ano. Quero um colo, um beijo, um afago.

E se só me restasse esse dia, ainda assim eu acabaria de escrever esse texto. Depois iria para o litoral, só para ver o mar por uns 15 minutos e molhar o pé na água. Faria tudo o que eu não tive coragem até hoje. Dizer que amo. Pedir para que não me esquecessem. Pedir desculpas. Pedir um beijo.

Deixaria as lágrimas escorrerem na frente de todo mundo, para verem que eu não sou forte o tempo todo. E riria sozinha, para me lembrar que tudo valeu a pena. Ia me entupir de chocolate e sorvete. No fim do dia, ia tomar uma cerveja, para acabar zuzo bem. E essa sempre é uma boa lista para o Ano Novo.

Se no meu aniversário eu posso fazer o pedido que eu quiser, desejo ter vários últimos dias – para conhecer a intensidade de cada pequena coisa. Quero recobrar a fé que eu perdi. Gostar de alguém que valha a pena. Mais dias azuis, mais noites estreladas. Menos barulho, menos medo. Uma rede. Um gramado.

“Meu amor, o que você faria se só te restasse esse dia?”. Eu me faria feliz. E essa é uma promessa que eu pretendo tentar cumprir sempre.

___

Publicado originalmente no jornal Hora H, de Curitiba, em 7/12/2005.

Eu acho engraçada a tal evolução das coisas.

No princípio, o homem tinha que correr atrás da caça quando queria se alimentar. Não devia ser uma coisa muito divertida de se fazer, especialmente quando se está com fome. Mas era assim que funcionava. O ser humano era nômade – quando acabava a comida em um lugar, ele catava suas coisas e seguia o trecho.

Até que, um dia, alguém (reza a lenda que foi uma mulher) descobriu que dava pra fazer uma hortinha ali do lado de casa, e ninguém mais precisava se mudar. Pra quê! A mulher passou a ficar em casa, cuidando da plantação, enquanto o marido ia caçar.

Concordo que uma coisa mudou há pouco nessa linha de evolução: o fato da mulher ficar tomando conta da casa e das crianças enquanto o homem bota a comida na mesa. Mas isso é assunto pra outro dia.

Eu sei lá quem foi o primeiro maluco que se arriscou a tanto, mas o fato é que algum corajoso resolveu montar num quadrúpede qualquer e aprendeu que era possível domar cavalos, mulas, jegues, camelos e até elefantes. E logo o ser humano quase não andava mais a pé: subia na sua montaria e ia fazer o que devia ser feito.

Li um texto do Drauzio Varella no fim do ano passado que dizia que o ser humano é preguiçoso por natureza. Se existe a possibilidade dele não fazer alguma coisa, ele não fará – especialmente exercícios físicos. Hum. Está explicado.

Depois disso vieram automóvel, batedeira, vidro elétrico, liquidificador, máquina de lavar, controle remoto, disque-pizza. Tudo para você se movimentar o mínimo possível. Porque, resumidamente, a tal de evolução nada mais é inventar um jeito novo e prático de você não fazer absolutamente nada.

Dizem que a necessidade é a mãe da invenção. Discordo. A preguiça é que dá origem a tudo.

Numa tarde qualquer dessas, eu me ponho em frente à televisão e vejo um canal desses de venda pelo telefone. Esteiras, aparelhos para auxiliar na feitura dos exercícios abdominais, bicicletas ergométricas, “uma academia em sua casa!”. Me caiu a ficha: por que a gente faz tudo pra economizar o gasto de caloria se, depois, vai ter que inventar um jeito novo de gastá-la?

Por que evita baixar o vidro do carro com a tecnologia da manivela e não levanta pra trocar o canal da televisão se, no final das contas, vai se matar na academia durante duas horas, pulando feito besta numa caminha elástica? Mais que isso, por que agora que não é mais preciso passar fome, tem tanta gente sem comida e um outro tanto que tem o que comer mas não o faz porque está de dieta?

Essa evolução não parece fazer muito sentido pra mim.

___

Publicado originalmente no jornal Hora H, de Curitiba, em 15/2/2006.

___

Eu queria escrever sobre o rodeio das gordas da Unesp , mas não vai dar tempo agora. Se essa barbaridade ainda for assunto semana que vem, faço um post. Eu só queria que tratassem os culpados como boi por um dia – com direito a castração.

Curiosa a tendência do ser humano ser um perdedor. Não, não do jeito que você está pensando. Mas note: a cada dia, uma coisa nova se perde. Também se ganha, afinal, a vida não é só derrota. Nem que seja uma lição de moral.

É que, se olhar bem, alguma coisa sempre está sendo perdida. Nesse exato momento, você pode estar deixando de aproveitar um dia bacana porque tem que trabalhar, um filme ótimo porque não deu tempo de ir ao cinema. Um texto que você recortou no computador e nunca foi colado em lugar nenhum. Um telefone importante, como o da menina que não beijou, mas deixou um número num guardanapo de boteco. Sem falar nos guarda-chuvas, nos botões desprendidos, nas pastas de papéis e nas dentaduras postiças, como bem já observou Mario Quintana.

Mais que objetos, uma das coisas que me incomoda muito é perder sonhos. Esses que a gente tem quando criança, de ser astronauta, motorista de ambulância e jogador de futebol. De ser rico e poder comprar todo o chocolate do mundo, de ter todos os trabalhos de matemática feitos miraculosamente de um dia para o outro. De ser feliz daquela maneira prosaica de quando se tem oito anos, que é tomando sorvete e jogando videogame.

A gente cresce e perde um pouco da ingenuidade e da sinceridade infantis. Perde também a virgindade – nem sempre com a pessoa certa –, o namorado, vários namorados, o marido, vários maridos. Fica sem noção, sem cabeça, às vezes até sem rumo.

Perde-se a coragem de assumir que se gosta de alguém, o chão, o tampão da cabeça e a caixa preta, especialmente depois de um daqueles porres homéricos em que, de maneira geral, perde-se além da memória, o tato, o bom senso e o pudor. Já vi gente perder a vergonha e a vontade.

E é tanta coisa que se vai. Pai, mãe, amigos, gente que nunca deveria ir embora, mas vai. E então perde-se o sono e a fome. E a vontade de viver. Tem quem perca no futebol, tem gente que se perde na vida.

O que eu nunca vi ninguém ficar sem foi o medo. Alguns passam, está certo. Os primeiros a ir embora são aqueles meio bobos, de escuro e de bicho papão. Depois de crescido, de dirigir, de avião, de se envolver, do que os outros vão dizer. Mas alguém que não tenha medo de nada, disso eu nunca tive notícia.

Impossível dar fim em todos os eles, acho. Mas quanta coisa a gente deixa de fazer por conta disso. Paradoxalmente, a única coisa que não se perde é a que mais nos faz perder.

_____

Publicado originalmente no jornal Hora H, de Curitiba, em 2/8/2005.

{ Memorex }

Existe uma frase que diz “uma consciência limpa é, não raro, sinal de memória fraca”.
(ou coisa que o valha; esse é um texto sobre falta de memória, não exija esse tipo de informação)

Sou péssima pra datas, nomes e rostos. Absolutamente incapaz de fazer sinopses de filmes e resenhas de livros. Fatos que eu quero esquecer me perturbam a cabeça todos os dias durante uma semana, para serem perdidos para sempre – queria algum pra exemplificar, mas não me lembro. Não posso fazer parte de fã-clubes porque não consigo lembrar o nome completo de cinco pessoas que eu não conheço. Sei o nome dos quatro Beatles, mas não me peça os cinco Stones – mesmo que eu quase goste mais destes últimos. Nunca sei a ordem dos livros de O Senhor dos Anéis e Harry Potter.

Pessoas não muito próximas que mudem o corte de cabelo serão ignoradas. Não é porque eu te beijei que lembro o seu nome. Posso ter jurado amor eterno e não fazer a menor idéia do seu nome. Mesmo. Em dias de casamento, me apresento a noivas com quem já tomei cerveja alguma vez, mas, ahm, esqueci. Assim como eu não faço mais a menor idéia de quais são os pontos do tricô.

Mas eu recordo o telefone do namorado que eu tinha em 1997 e o endereço da casa que eu morei em 1991. Sei o RG da minha irmã. Consigo declamar “Via Láctea”, do Olavo Bilac. Posso dizer o nome da filha da Carla Perez. Devo ser uma das quinze pessoas do mundo que lembra da página dos hamsters dançantes, um dos primeiros virais da internet.

A letra de Sandra Rosa Madalena, os jingles de cremogema, guaraná e cotonetes. A placa do carro que eu não tenho mais e a musiquinha do aniversário do Papai Smurf. Fofocas cretinas de subcelebridades em geral. Disso tudo eu lembro.

Chamar minha memória de “seletiva” é, no mínimo, uma ironia.

Eu sou do tempo em que se fervia leite. Se você desse as costas pro fogão, ele fervia e derramava todo. Hoje, se o ritual ainda fosse necessário, arrisco dizer que metade da população abandonava a média e passava a tomar café preto.

A gente não sabe mais esperar. Janta a comida feita em quinze minutos, encontra o amor na balada em dez, decide que ele não é o cara em cinco e devora o pote de sorvete em dois. Pra começar tudo de novo no dia seguinte. E se todos os dias não forem felizes, e se todos os dias não forem cheios, e se eu não for e você não se tornar, então é que não esperaremos mesmo. Mesmo que seja só depois de amanhã.

Até ver que algumas pessoas valem a pena serem cuidadas para florirem uma vez ao ano por duas semanas. Regadas semanalmente, adubadas semestralmente, só para exibirem o melhor de suas flores vermelhas. Coisa pra se aprender com quem vive de esperar: a melhor ação, no melhor momento, pode não valer nada se o tempo não ajudar. E se por isso o agricultor desistir antes de começar, não haverá trigo, nem cana e nem cevada – e a espera no bar será ainda maior.

A espera pertence às partes emocionantes. É Dona Morte e Dona Cegonha sentadas no banco olhando para o relógio de parede. Uma delas pronta pra levantar ao andar do querido em sua direção, às tentativas de concepção, aos três segundos de susto antes de saber se está tudo bem.

A gente sempre acha que tá atrasado. Se não valer a pena agora, não valerá nunca. Se falta paciência pra encher a garrafa d’água, imagine encher uma vida. Moça, faz favor: me vê um amor, um casamento, um par de filhos e um emprego. Mas é pra já porque eu tou com um pouquinho de pressa.

Coloque o leite pra ferver, amor. Eu espero.

___

E esperar elevador? Avião? Na fila?

___

Ainda preciso fazer um texto sobre os “sou do tempo que”.
Putz, tou ficando velha!

{ Todo o meu obrigada }

Eu tinha muito tempo livre. Um dia, cheguei pra trabalhar e não existia empresa. O dono sendo procurado por estelionato e, bom, eu não tinha emprego. Eu tinha passado no vestibular pra começar a segunda faculdade, mas as aulas ainda iam levar um mês pra começar. Eu só não queria ficar maluca.

Pouco mais de um ano depois, eu comecei a terapia – e tudo era uma tentativa de entender esse emaranhado dentro da minha cabeça. O que é que eu tou fazendo aqui?  Foram quatro anos; talvez os mais doídos. Mas ninguém nunca aprendeu nada sendo feliz.

Durante esse tempo, me convidaram para publicar um texto num jornal literário. Escrito e publicado, eu me sentia o Paulo Coelho do jornal. Um monte de textos geniais, com estilos de escrita únicos. Cheguei chateada.

- Todo mundo falando chique de coisa importante e eu falando da dona de casa que cospe catarro escondido no café com leite do marido.

E ele me disse que as coisas têm o valor que a gente dá. Que, às vezes, é bacana ser o quadrinho engraçadinho no meio daquela desgraceira do jornal diário. O texto bobo de amor pode arrancar o sorrisinho de canto de boca do menino apaixonado. E é isso que eu sinto aqui.

Quando uma menina comentou que estava casada há seis meses e que eu tinha escrito tudo o que ela queria dizer mas nunca conseguiu, eu entendi plenamente. E nem que fosse só ela, eu acho que valeu a pena.

Obrigada por todas as vezes que vocês dizem “eu queria ter escrito esse texto”. Por todos os sorrisos, por todos os comentários, por simplesmente estarem aqui.

___

Todos esses agradecimentos vêm porque o blog vai virar livro. Muitíssimo obrigada por serem os melhores leitores que eu poderia ter.

___

E como a filosofia de frases de caminhão nos ensina: se chiar resolvesse, sal de fruta não morria afogado. Algumas pessoas curtiram muito o resultado, outras odiaram completamente (eu também odeio quando outro ganha a Mega-sena acumulada).

Se coerência fosse o forte desse mundo, meu bem, jaca não nascia em árvore.

___

{ 96 calorias }

Peço um café e um brigadeiro. As pessoas em volta olham. Cochicham.

Ser gordo no Rio de Janeiro sarado e malhado é pedir para ser cuspido na rua. Ser gordo e audacioso a ponto de pedir um doce na frente de todo mundo é pedir para ser cuspido e chutado. E não faz diferença se você precisa perder cinco ou cinquenta quilos. Você é gordo.

E não sei se te contaram, mas cada vez que um gordo come um brigadeiro, morre uma fadinha. E não importa que ele não coma há três dias. Não importa que o doce esteja previsto na dieta. Não faz absolutamente a menor diferença se o gordo acordou com vontade.

É o que eles querem que você pense. E você pensa.

Fiz minha primeira dieta aos 14 anos. Deixei de comer comida e passei a comer calorias – ou não-calorias, como as dos refrigerantes diet que eu tomava compulsivamente. Depois disso, já comi pontos, bolinhas, porções. E continuo na saga. Para todo o sempre. Cansa, sabe?

Tomo meu café e como meu brigadeiro. Uma menina comendo salada me encarou sem parar por uns três minutos. De verdade.

Gordos e fumantes, os maiores criminosos do século XXI.

___

Sempre que eu assisto a essa propaganda do Subway, eu sinto a babaquice se espalhando pelo universo. Se sua namorada termina com você por causa da sua barriga, ela provavelmente coloca veneno na sua comida pra ficar com a sua fortuna. É o tipo da coisa que não compensa.

« Older entries § Newer entries »