Ah, a tecnologia. Até minha mãe tem endereço de e-mail. Ela, que nunca soube programar o vídeo-cassete, agora tem um computador só pra ela.

Nos primórdios da internet, uma das revistas de adolescente resolveu divulgar o endereço de e-mail do Brad Pitt. Era 1995. Época em que poucas pessoas no mundo sabiam que diabos era correio eletrônico. Mas, como toda boa e qualquer fã pirralha, a juventude queria demonstrar seu amor.

Minha amiga apareceu com o envelope:

Para:
Brad Pitt
bradpitt@hotmail.com

(sei lá qual era o endereço dele, mas, juro, ela queria mandar uma carta pro e-mail dele)

Eu tentando explicar: olha, isso aqui é um endereço que você manda por computador. Não, eu não sei como funciona. Eu vi no jornal, presta atenção: isso é um negócio que eles chamam de correio eletrônico!

Ela foi aos Correios com o dito envelope. Sei lá se eles aceitaram.

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Em 1996, eu descolei meu primeiro namorado: um moço nerd de 16 anos que trabalhava com alguma coisa de informática, tinha aulas de Cobol e me mandava cartas digitadas com temas ilustrados. Eram tão bregas que eu não tenho coragem de jogar fora. Uma delas era uma correspondência datada de 2010 (sim, no futuro!) – em que ele dizia estar numa conferência no Japão e aproveitava pra me mandar um e-mail.

Eu achava que ele era maluco, mas não tava de todo errada. A carta do futuro perguntava se o Leonardo, nosso filho imaginário, tinha melhorado da febre. Fora o inconveniente de escrever tudo no diminutivo, o que me fazia sentir uma formiga vivendo com elefantes. Mas uma coisa eu não posso negar: ele estava certo sobre os e-mails.

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Até praticamente o fim do primeiro grau, meus trabalhos da escola foram entregues em folhas de papel almaço. Era tudo feito à mão, com uma capa escrita com letras rebuscadas. Bom, era uma tentativa de parecer rebuscado. Eu tinha computador em casa desde os 11 ou 12 anos. Um daqueles de tela preta e letrinhas verdes, em que, pra acessar os programas, você precisava saber os comandos, não era só sentar e clique-clique-clique.

Eu tive cadernos de caligrafia. Preenchi vários. Minha letra é bonita, mas vocês nunca vão saber.

{ O clichê da data }

Dia dos namorados chegando e você ainda não pensou em nada? Já tá atrasado no cronograma, mas ainda há tempo.

Para agradar a namorada:

Programe, com uma semana de antecedência, o tipo de evento a ser realizado. Jantar? Queijos e vinhos? Fondue? Precisa reservar? Precisa ir ao mercado? Precisa aprender a cozinhar?

Compre o presente caro que ela queria. Namoradas dão dicas e namoram vitrines em véspera de datas que signifiquem consumo, portanto não diga que não sabe o que ela quer.

Encomende uma cesta de café da manhã e um ramalhete de flores bacanas. Nada de cesta dieta e meia dúzia de rosas, por favor.

Espalhe post-its pela casa explicando de onde vem tanto amor. Por que, ah, quem manda ela ser tão linda?

Encha a gaveta dela de paçoquinha AMOR. Só pra ser um docinho.

Invada o estacionamento e amarre balões em forma de coração no pára-choque do carro. Certifique-se que a mensagem do balão não seja “amorzinho do papai” ou similares.

Providencie uma massagem com óleos e um banho de espuma. Não quero saber se você não tem banheira, rapá!

Reserve uma noite num hotel bacana, com direito a kit de dia dos namorados. Hotel bacana, não esquece.

E prepare-se para ouvir reclamações por você não ter ligado na hora do almoço. Ou a desconfiança de que você é um maníaco obcecado por ela. Ou o desprazer de ser um arruinador de dietas. Não importa, ela vai reclamar de alguma coisa.

Para agradar o namorado:

Libere-o pra assistir os jogos da Copa do Mundo com os amigos.

(Brincadeira.)

Use uma lingerie sensual e libere-o pra assistir os jogos da Copa com os amigos. Leve uma caixa de cerveja e ele vai te amar pra sempre.

Dias de sol me lembram dias de infância. Não qualquer dia: aqueles passados na fazenda da minha avó, com um monte de gente que também era criança – e que hoje também é gente grande. A impressão que tenho é que nunca chovia quando eu tinha cinco anos, a não ser umas duas ou três vezes ao ano, quando eu tomava banho de chuva.

Vida de criança é boa até quando chove.

No Norte do Paraná, a fazenda da vó tinha aquela terra vermelha, de fazer encardir até dentro da orelha. Subíamos todos, meia dúzia de crianças, na caçamba da caminhonete que ia em direção ao paraíso: um monte de espaço, terra, água e bichos. E sol. A falta de segurança espantaria os pais modernos, mas todos sobrevivemos.

Uma das minhas diversões prediletas era brincar no meio dos tratores, quando todos fazíamos uma corrida imaginária com as máquinas estacionadas. Ninguém nunca se perguntou se devia ser perigoso, mas visto que alguém sempre se estrepava, completamente seguro não devia ser.

Lembro que, só uma vez, eu me atrevi a tentar colher algodão, mas não gostei dele não ser branquinho como o da farmácia. E foi dessa vez, bem no meio da plantação, que eu vi o avião pulverizando veneno bem em cima da gente. E os pais, desesperados com a cena, tentando tirar os filhos dali.

As pequenas coisas eram as melhores. Sentar no chão e chupar cana, correr atrás das galinhas d´angola, correr do cabrito. Brincar com as espigas de milho, sentir o cheiro do bolo assando, passear na carroça do entregador de leite. Na hora de voltar pra casa, eram meia dúzia de seres marrons, cobertos de terra até o pescoço. Nem propaganda de sabão em pó, que tira mancha de azeite e molho de tomate, limpava aquele bando de criança emporcalhada.

Não que fosse necessário ir até à fazenda para conseguir diversão – e sujeira. Quando se é criança, é preciso muito pouco pra ser feliz, e um saco de carvão fazia a alegria de meia dúzia de pequerruchos. O carvão era ralado na calçada e passado no corpo, até ficar bem pretinho. Coisa de criança sem juízo mesmo.

Os dias de sol trazem tudo isso de volta, como se eu nunca tivesse crescido. Talvez por isso eu tente manter essa felicidade infantil, de rir de tudo, mesmo quando tudo parece perdido. De me divertir com tão pouco, de chorar de tanto dar risada, até doer a barriga – como quando minha irmã me fazia cócegas e eu achava que ia morrer sem respirar. Porque vida de criança é sempre boa. Até quando chove.

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Depois de tanto tempo, vou voltar à fazenda da minha avó. Faz muitos anos que eu não vou até lá – arriscaria dizer uns 15. Muita coisa mudou. A meia dúzia de pequerruchos, agora, conta só com cinco integrantes – o mais novo da turma deixou de colher algodão aqui pra brincar com o algodão das nuvens, diretamente no céu. Tomara que lá seja tão branquinho quanto o da farmácia, para que ele não se desaponte. E que peça a São Pedro para mandar dias tão ensolarados como os de antigamente.

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Publicado originalmente no jornal Hora H, de Curitiba, em 30/11/2005.

ilustração: Chantal Wagner Kornin

Ela é independente. Paga as próprias contas, sai quando quer e não precisa de ninguém para trocar a resistência do chuveiro.

Ela é sexualmente bem resolvida. Arranja um ou outro namorado, se enrosca com um ou outro cara, dorme com quem quer, quando quer. Sabe o que gosta e o que não gosta.

Ela é divertida. Nos bares, tomando seus drinques, fazendo piada e não levando a vida muito a sério.

Se você está noiva, não é uma mulher moderna. Casada também não. Estar realmente envolvida com alguém implica em dividir coisas: contas, cama, bebedeiras. E a mulher moderna não divide, porque é voltada só a ela mesma.

Eu faço o que eu quero, quando eu quero, porque eu posso.

Ser moderna é ser sozinha. Em casa, sem mais ninguém e sem uma garrafa de vinho, ser moderna é ser triste.

{ Argh }

Eu estou tentando me formar. Depois de sete anos, eu quero dar fim na saga que me fez conhecer todas essas pessoas fofas que eu adoro e que virou minha faculdade de verdade, mesmo sendo a segunda.

Na verdade, eu não tenho mais saco pra isso.

O problema é que eu não moro mais em Curitiba. E que a burocracia da universidade exige que eu assine umas folhas dos infernos pra agendar a defesa do trabalho. E os Correios não entregam o Sedex 10 no prazo – são 14h53 e eu nem sei se meu envelope já chegou a Curitiba, que dirá no endereço que devia chegar.

Para manter minha sanidade mental, invisto em uma dieta de 8.900 calorias diárias, rica em gorduras e açúcares. Esse cardápio delícia resulta em aumento das camadas adiposas, e a sanidade mental vai embora gritando que eu preciso emagrecer. Não satisfeita, eu como mais porque me sinto pressionada.

Ó, se o motorista não parar o mundo agora, vou vomitar aqui dentro mesmo.

O que começa mal tende a acabar mal.

Afinal de contas, não era disso que falavam todas as canções de amor? Do que foi. Ou do que teria sido. E dos olhos-brilhantes-lábios-úmidos-peito-arfante-respiração-entrecortada-mãos-pés-cabelos. Ufa.

No quarto, a luz do abajur de repente apagava, para logo voltar a acender. Ela lia – ou tentava ler, já que as letras pareciam se embaralhar e escorrer pelas páginas. Impossível se concentrar. Como?

Afinal de contas, o tal do amor não era só uma reação química completamente inexplicável? Não, isso é paixão. Amor é uma coisa mais sem graça. Não é como estar embriagada todo o tempo, nem se arriscar a tudo por, aparentemente, coisa nenhuma.

Ah, tá.

Não queria falar sobre ele. Sentou no chão, uma lata de cerveja e um monte de idéias. Duas linhas sobre cada assunto. Impossível concatenar o pensamento e unir duas frases sobre o mesmo tema. Política, economia, eleições, Copa do Mundo, a obesidade enquanto epidemia. Nada disso importava. Ele sempre voltava ao pensamento.

Ela não o amava mais. Isso não. Mas havia nisso tudo um quê de perseguição, aquela com que sonhava já há algumas noites. Como naquele sonho da noite passada, em que encontrou a arma a dois palmos, engatilhou e mirou. Três tiros: testa, peito e barriga. E que não mexesse mais com ela. Nunca mais.

Acordada, os prazos começavam a vencer e ela não conseguia trabalhar. Decidiu que aquela história precisava ter um fim. Tomou coragem e mais um gole de cerveja. As idéias agora começavam a fazer sentido.

Entre eles tudo sempre foi assim, meio difícil de definir. Algumas vezes, ficaram juntos sem nem saber, sendo acordados pelo motorista do táxi ao chegar em casa. Em outras, eles sabiam exatamente o que estavam fazendo, mesmo que fingissem que nada aconteceu. Era o tal do amor. Não, amor não, que é muito sem graça. Paixão.

Calçou sua sandália e pegou a chave do carro. Hoje aquela maluquice ia ter que acabar. Não dava pra continuar pensando nele o tempo todo, no que foi e no que teria sido. Agora ele estava com outra, como quando começaram a se encontrar. E tudo o que começa mal tende a acabar mal.

Desceu do carro e foi à portaria. “Apartamento 111, por favor.” Parada em frente à porta, tocou a campainha. Ele a olhou com os mesmo olhos de sempre, por trás do cabelo preto. Um desses momentos em que a gente pára, congelada, e o mundo corre.

Beijaram-se como sempre, transaram como nunca. Beijar é coisa de quem se ama, e aquilo definitivamente não era amor. Porque o amor, você sabe, é aquela coisa sem-graça. Aquilo era paixão.

Estendeu o braço e remexeu a bolsa. Encontrou o que procurava. Descarregou a arma nele. E que não mexesse mais com ela, nunca mais.

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Publicado originalmente no jornal Hora H, de Curitiba, em 25/01/2006.

Porque não tá fácil pra ninguém.

Observar um pretendente no mercado é quase como revirar o lixo dele. Dá pra sacar muitas coisas sobre o hábito do escolhido, sem o inconveniente do mau cheiro (quer dizer, depende do pretendente).

Para reconhecer um bom partido, procure por cervejas/vinhos (em quantidade normal) e ingredientes gourmet, o que quer dizer que ele cozinha (e isso é sempre bom). Mas também pode realizar que o gajo é gay. Se ele estiver penteado e bem vestido, esqueça. Caras com muitas caixas de congelados provavelmente são sozinhos e podem valer o investimento – mas esteja certa de ter a grana do táxi caso ele decida que você deve virar uma pizza às 2h da manhã.

Absorvente higiênico no carrinho anuncia que o moço é comprometido – e muito comprometido, porque carece uma tal intimidade pra comprar absorvente pra alguém, cruzes. Se existirem dois pacotes diferentes, um noturno e um diurno, por exemplo, é porque a mulher manda nessa relação. Ou ele está acompanhado e você não notou: atente para a aparição de uma esposa em fúria, surgida do corredor de enlatados, armada com uma lata de feijoada e pronta para agressão. Hidratantes, demaquilantes, maquiagens e afins também são perigosos – se o pretendente não for casado, pode querer usar sua calcinha fio dental (só por diversão, arram).

Se houver muitos produtos marca própria, como o molho de tomate Mercadorama ou o papel higiênico Extra, esteja certa que você terá de dividir o preço do motel. Itens de higiene pessoal são sempre um bom sinal, afinal, moço limpinho foi bem educado pela mamãe. Finalizadores de penteado, géis e muitos produtos para o cabelo podem indicar um narcisismo não desejado – na hora da cantada, não adianta dizer que ele é bonito: ele vai dizer que já sabe.

A abordagem, aliás, é ponto importante. Dá pra engatar uma conversa em volta da banca de mangas, na seção de vinhos e até no corredor de amaciante e sabão em pó. Não são recomendadas as áreas próximas à peixaria – o moço sempre pode achar que o cheiro é seu.

E não procure um corredor “amor”. Você não vai achar. Camisinhas e lubrificantes, por sua vez, ficam logo ali, perto dos cotonetes. Esqueça que é sábado à noite e vá ao mercado.

ilustração: Chantal Wagner Kornin

{ Gangue }

Texto originalmente publicado em 30/05/2008, quando este blog era hospedado no Portal RPC.

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Um desses dias normais. Uma manhã cinzenta, típica de Curitiba. Mas não se anime: eles também não se intimidam com o sol.

Eles são violentos. Eles não têm piedade. Mesmo que você esteja preparado pro ataque e tente fugir, eles te alcançam. Quando consegue se dar conta, já está em poder deles. Sequestrado. Amarrado. Amordaçado.

“Nada de mau vai acontecer se você ficar quietinha”. Mando uma mensagem de socorro pelo celular. Nada. Ou eu não tenho crédito ou ninguém está preocupado comigo. Talvez já tenham pedido o resgate e os meus entes queridos estejam proibidos de fazer contato comigo.

Começo a perceber que preciso de um plano. Eu que não vou ficar aqui sabe Deus até quando! Inicio uma análise de possíveis saídas e afins. Digo que preciso fazer xixi, assim posso observar melhor o ambiente. Um deles me acompanha – eu noto uma saída um pouco há frente. Ensaio uma corridinha estratégica quando eles parecem distraídos. É agora.

Cruzo o corredor triscando. Começa a perseguição. Eles atiram, e eu sinto que fui atingida. Olho pra trás e vejo os edredons em formação me atirando travesseiros e os lençóis logo ali no meu encalço.

Não tem escapatória. Eu volto pra cama pra dormir mais meia horinha.

É assim toda manhã. Os lençóis me amarrando na cama, os travesseiros ensaiando sufocamentos e os edredons na retaguarda. A gangue da cama quentinha ataca milhares de cidadãos todos os dias e ninguém faz nada. Cadê as autoridades? Cadê a polícia?

ilustração: Chantal Wagner Kornin

{ Tec tec tec tec }

Estava no fim da primeira frase quando percebeu uma migalhinha, ali do lado do a. Pegou a pontinha do lápis e cutucou embaixo da tecla.

Zzzwaas\\

Quebrou a ponta do lápis. Continuou a frase. Na primeira vírgula, encontrou o grafite. Ah, cretino, agora eu te pego.

., , lk,…

Não. Olhando com atenção, era possível observar toda uma comunidade de lixo vivendo no subsolo do teclado. A migalhinha era de bolacha de chocolate. Parece que era. Ali, encostadinha no a. Argh. Fazia uns três meses que estava de dieta, então essa migalha estava aí desde… Cutucou de novo.

zswaaz\\zax zzza\\zzzaazzzzzzzzzzza\aaasszzzszzsasasza\az\az\\zaa\saaaaaz\zsssssszzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzaaaaazzsfvszzzzzzzzzzzszszasaaaaaaaaaaaa

Teclado limpinho e nem mais uma letra digitada. Quem escrevia era a migalha de bolacha de chocolate embaixo do a.

“Busca aí seu nome no Google”. Um dos resultados era um link da NASA. Expliquei: um namorado, lá nos idos de 1998, descobriu que a nave Stardust ia levar um chip cheio de nomes pra ficar vagando no espaço. Lógica? Nenhuma. Mas, numa atitude mimosa de moço apaixonado, mandou meu nome e o dele.

Eu não tenho nada contra ex-namorados. Muito pelo contrário. Se você beijou o cidadão quase todos os dias, durante três anos, por que diabos ele não seria digno de um choppinho no final da tarde? “Porque ele era um cretino” – ok, eu nunca namorei essa espécime, é fato.

Não tenho contato com todos. Alguns, decerto, acham que eu sou uma cretina (mas eu não sou, sou uma gracinha). Conversamos, prestamos assessoria sentimental e damos risada. Não tenho problemas em conviver com pessoas com quem eu já me enrosquei. Eu me afasto, se assim for de sua vontade, mas gosto de pensar que só beijo gente legal que eu quero por perto.

O marido não reclama. No mesmo final de semana que ele soube da história do meu nome no site da NASA, me contou que a ex-namorada foi pedir indicações de pretendentes na faixa de 30 anos, porque o mercado tá difícil. Como não rir, bem?

Ex-namorado é pra isso. E eu acho bem divertido.

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