Você conhece um cara. Perfeito. Tem certeza que ele é o cara que vai esquentar suas orelhinhas nos próximos invernos. E ele nunca mais te liga.
Você decide fazer uma plástica. Adeus, barriga; alô, peitos. Até já se imaginou desfilando de biquininho na praia. E descobre que nunca vai poder pagar pela cirurgia.
Você compra um vidro de palmito. Finalmente vai fazer aquela receita genial que está marcada há quatro meses na sua lista de favoritos. E o palmito tem um gosto estranho.
É isso. Algumas histórias só tem começo.
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Trinta anos e não tinha casado. É como ser a última escolhida pra formar o time de queimada. Não é desespero: é só a sensação de que todo mundo comeu bolinho e não sobrou mais nenhum.
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Uma agulha bem fina entrando na cabeça – atravessa a têmpora direita e espeta bem no meio do cérebro. Três e meia da manhã. Deve ter sido alguma coisa que eu comi. Deve ter sido algum moço que eu beijei. A cabeça latejando.
Não dá pra dormir com esse silêncio todo.
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Saia da zona de conforto. Pegue o telefone e diga que o ama. Faça dieta. Corte o cabelo. Mude de emprego. Seja otimista. Vire dona de casa. Aprenda a costurar. Volte a estudar.
Todo dia eu dou as mesmas desculpas para continuar fazendo as mesmas coisas. E não terminar nenhuma delas.
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Zona de conforto? Se você se sente confortável, por que abandoná-la? Se você não se sente confortável, que está fazendo ainda aqui? Não consegue mais pensar em nenhum lugar pra ir? Não consegue imaginar mais nenhum lugar onde gostaria de estar? Quando se sabe pra onde se vai, não existe problema. Quando não se sabe… que diferença faz?
Como aquelas moças costumavam dizer? “Nunca disse que faria sentido”?
Whatever…
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Se sair da zona de conforto não gerar consequências mais catastróficas, tudo bem! Mas é difícil mudar quando estamos acomodados e bem mais fácil reclamar que a vida não tá boa.
Concordo com as mudanças saudáveis, de qualquer forma!
Beeijos, Lê! Bom texto, como sempre! Já sou “suspeita pra falar”
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“Todo dia eu dou as mesmas desculpas para continuar fazendo as mesmas coisas. E não terminar nenhuma delas.”
É exatamente isso. -
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Pior do que ter 30 anos e ter ficado sem bolinho, é ter 30 anos, ter comido o bolinho e ter vomitado ele pq ele tava estragado! Rssss!
Sabe que esse teu texo me fez pensar que that’s ok se algumas coisas só tiverem começo! Já que a gente não pode controlar todos os componentes do processo, então não há o que fazer em caso de falhas né.
E eu ainda nem me dei ao devaneio da plástica, estaria feliz com a drenagem linfática, mas já me dei conta que não poderei pagá-la num futuro próximo. =//
Eu me sinto um sucesso quando terminar algo que comecei!
Bjos e bom fds!
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Ai, Lecquinha… eu tou no ‘volte a estudar’ faz tempo….
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30 anos e não tinha casado… Pula…
Tava lendo uma reportagem sobre culpa e a número 1 era a culpa dos pais por não dar atenção aos filhos. Sabiamente pensei: essa eu não tenho, já que não tenho filhos. E logo veio a culpa de esperar tanto tempo para tê-los e qdo eles forem novos ainda eu serei velha e não terei gás pra ficar com eles. Maldita culpa e maldita reportagem que faz vc achar culpas… Culpa da IstoÉ -
Poxa – acho que não fui a última a ser escolhida pro time de queimada- acho que estão jogando faz tempo e fiquei de fora memso!!!
hahahaahhahahahhahaha. Só rindo meSMO
Parabéns, me divirto muito com seus textos!
bj


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