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	<title>chá-tice</title>
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	<description>discussões sem sentido a respeito de coisas que não fazem a menor diferença</description>
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		<title>{ Lançamento do livro em Curitiba }</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 22:41:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu ando a pé pelas redondezas aqui de casa nos dias mais chuvosos, eu me lembro do litoral do Paraná. Me invade aquele cheiro de Caiobá, num misto de tempo chuvoso e umidade salgada do mar. Eu só conheci as praias paranaenses com uns 17 anos &#8211; até os 11, era frequentadora das praias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu ando a pé pelas redondezas aqui de casa nos dias mais chuvosos, eu me lembro do litoral do Paraná. Me invade aquele cheiro de Caiobá, num misto de tempo chuvoso e umidade salgada do mar. Eu só conheci as praias paranaenses com uns 17 anos &#8211; até os 11, era frequentadora das praias paulistas. E mesmo nas temporadas em que houve sol, Matinhos sempre será lembrada pelos dias de chuva.</p>
<p>Foi a chuva que trouxe os meninos cantores da madrugada, fazendo serenata no meio da praia às quatro da manhã. Foi com o tempo ruim que eu corri até a banca e comprei o primeiro exemplar que li de Sabrina, a opção mais barata e com maior número de páginas para entreter as tardes. Chovia no dia que o maldito me levou pra praia e me deixou com os amigos pra ir pra uma festa (!). Os dias nublados de mormaço foram responsáveis pelo bronzeado mais bronzeado que eu já tive na vida.</p>
<p>Mas não nesse final de semana, pequeno gafanhoto. Sabemos que vai chover na praia, mas fique em Curitiba e apareça no lançamento do livro. :)</p>
<div id="attachment_1095" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.cha-tice.com.br/wp-content/uploads/2012/01/convite_autografos-ctba.jpg" target="_blank"><img class=" wp-image-1095 " style="border: 0pt none;" title="convite_autografos-ctba" src="http://www.cha-tice.com.br/wp-content/uploads/2012/01/convite_autografos-ctba-300x239.jpg" alt="" width="300" height="239" /></a><p class="wp-caption-text">clica aí pra ver maior! :D</p></div>
<p style="text-align: center;">
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		<title>{ Bilhetinho }</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 08:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido Deus, Ganhar na Mega-Sena, ficar gostosa comendo batata frita, receber ligações românticas do Rodrigo Santoro, a paz mundial? Tou trocando por oito horas de sono seguidas. Melhor, dez (afinal, não é sempre que a gente abre mão do Rodrigo Santoro). Grata.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Querido Deus,</p>
<p>Ganhar na Mega-Sena, ficar gostosa comendo batata frita, receber ligações românticas do Rodrigo Santoro, a paz mundial?<br />
Tou trocando por oito horas de sono seguidas. Melhor, dez (afinal, não é sempre que a gente abre mão do Rodrigo Santoro).</p>
<p>Grata.</p>
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		<title>{ O que é ser filha }</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 15:20:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[Há pouco mais de três anos, quando só o que eu sabia era ser filha, eu escrevi sobre o que levei muitos anos pra entender sobre a maternidade. Talvez devesse deixar uma cópia pra facilitar pra minha pequenininha, daqui a uns 20 anos. &#160; ___ Ela chegava em casa e gritava pela mãe. Se não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Há pouco mais de três anos, quando só o que eu sabia era ser filha, eu escrevi sobre o que levei muitos anos pra entender sobre a maternidade. Talvez devesse deixar uma cópia pra facilitar pra minha pequenininha, daqui a uns 20 anos.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___</p>
<p>Ela chegava em casa e gritava pela mãe. Se não tinha resposta, corria até o guarda-roupa pra ver se ainda estavam lá os vestidos, calças e casacos daquela que devia ser a pessoa que mais a amava no mundo. Sempre estiveram, felizmente. Foi assim durante algum tempo. Tempo demais, quando se é criança.</p>
<p>As roupas dela sempre estavam lá. A mãe, não.</p>
<p>___</p>
<p>Eu não sou mãe. Eu não sei descrever o que é ser mãe. Só sei dizer sobre o que é ser filha.</p>
<p>Devia ser fácil, mas não é.</p>
<p>Ser filha é esperar que alguém a ame incondicionalmente. É querer colo – e ganhar sem pedir. É agradecer pela educação, pelos bons conselhos e por guiar a sua vida. É olharem nos seus olhos e saberem que você está mentindo, mesmo que não queira mentir. Mais que tudo, ser filha é aprender a viver sem isso.</p>
<p>A gente aprende que as mães não vão fugir. Que vão nos apoiar e estar sempre lá. Que vão amar igualmente todos os filhos. E nem sempre isso é verdade. Porque, veja só, as mães também falham. Ao contrário do que dizem as propagandas do início do mês de maio, o ser materno não é essa criatura mítica repleta de amor, bondade e cumplicidade durante as 24 horas do dia.</p>
<p>Mães têm seus próprios problemas. Mães têm contas a pagar, amigas chatas, chefes indóceis, além de suas próprias mães. E filhos não são sempre objetos de satisfação – talvez não sejam durante a maior parte do tempo. Mães são seres humanos, mas a gente não espera que elas errem com os filhos. Só que elas erram. E é um erro que dói mais que qualquer outro na vida.</p>
<p>Ser filha é aceitar a tarefa de perdoar essas falhas. E de, ainda assim, amar sua mãe mais que tudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>___</p>
<p><em>Texto originalmente publicado em 11/05/2008, quando este blog era hospedado no Portal RPC.</em></p>
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		<title>{  Lançamento do livro  }</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 23:29:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra quem estiver no Rio sem fazer nada, acordar entediado no domingo ou simplesmente se recusar a assistir documentários sobre os 10 anos do 11 de setembro, né? De quebra, dá pra aproveitar e conhecer o motivo que me afasta daqui: a mocinha Alice, destruidora de noites de sono. :) &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pra quem estiver no Rio sem fazer nada, acordar entediado no domingo ou simplesmente se recusar a assistir documentários sobre os 10 anos do 11 de setembro, né? De quebra, dá pra aproveitar e conhecer o motivo que me afasta daqui: a mocinha Alice, destruidora de noites de sono. :)</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_1054" class="wp-caption alignleft" style="width: 510px"><a href="http://www.cha-tice.com.br/wp-content/uploads/2011/09/convite_autografos.jpg"><img class="size-large wp-image-748     " style="border: 0pt none;" title="convite_autografos" src="http://www.cha-tice.com.br/wp-content/uploads/2011/09/convite_autografos-1024x819.jpg" alt="" width="500" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">apareeeeeeeeçam!</p></div>
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		<title>{ Cama, mesa e banho }</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 20:04:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[- A vó mandou perguntar se você tá namorando. - Não, mãe, não tou. - Então deixa eu perguntar: e paquerando, você tá? Eu me pergunto sempre que diabos minha mãe quer dizer com eu estar paquerando alguém. Ela tá querendo saber do cara que pediu meu telefone no mercado ou do provável futuro namorado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- A vó mandou perguntar se você tá namorando.<br />
- Não, mãe, não tou.<br />
- Então deixa eu perguntar: e paquerando, você tá?</p>
<p>Eu me pergunto sempre que diabos minha mãe quer dizer com eu estar paquerando alguém. Ela tá querendo saber do cara que pediu meu telefone no mercado ou do provável futuro namorado que vai finalmente desocupar os armários onde ela guarda meu enxoval?</p>
<p>Sim, eu tenho um enxoval.</p>
<p>Eu não sei se eu já tinha escrito a palavra alguma vez na vida. Olhando assim pra ela, sinto até um certo calafrio. Mas é fato: tá lá, na casa da minha mãe. Panos de prato com detalhes em ponto cruz, toalhas de mesa crocheteadas, lençóis com bordado inglês. Tem até toalhas de banho que eu, moça prendada, bordei – ninguém me disse, na época, que eu só poderia usar quando casasse.</p>
<p>Acredito que já deve ter sido muito chique ter um grande estoque de cama-mesa-e-banho. Toalhas fofinhas que secariam o seu benzinho, guardanapos que limpariam aquela boquinha que você ia encher de beijo, cobertores para esquentar o casal de pombinhos. Enxoval era uma coisa caramelo, doce e cheia de açúcar.</p>
<p>Hoje, um enxoval é muito mais que o kit básico para o amor recém-casado. É a esperança de que haverá um casamento. Um dia. Com festa, vestido branco e bolo com noivinhos. Com arroz na saída da igreja e um sermão que a noiva não vai prestar atenção pra não chorar e borrar a maquiagem. Enquanto houver cobertores peludinhos e toalhas com bico de crochê, sempre pode haver casamento.</p>
<p>É por isso que minha mãe não deixa eu mexer no meu.<br />
- A mãe ainda acha que você casa.<br />
- Mãe, pode ser que eu não case nunca.<br />
- Vamos esperar mais um pouco.</p>
<p>E assim vai. Eu titubeio pra responder se estou paquerando alguém, mas acabo admitindo que sim. E lá vão mais uns lençóis pro armário da minha mãe&#8230;</p>
<p>___</p>
<p><em>Texto originalmente publicado em 13/04/2008, quando este blog era hospedado no Portal RPC.</em></p>
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		<title>{ Não me briguem&#8230; }</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 22:30:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8230; eu sei que eu tou sumida, blablabla whiskas sachet. Mas hoje é dia de escrever no Manchete de Ontem, então é só clicar aqui. :)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; eu sei que eu tou sumida, blablabla whiskas sachet.<br />
Mas hoje é dia de escrever no Manchete de Ontem, então é só clicar <a href=" http://manchete-de-ontem.blogspot.com/2011/04/nao-tem-nada-ver-com-nada.html">aqui</a>.</p>
<p>:)</p>
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		<title>{ Ô lá em casa }</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Feb 2011 22:19:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[– Ê, peitão! É sair na rua e ouvir o populacho masculino a respeito do meu sutiã 46 – quase 48. As pessoas ignoram que, dentro de uns meses, se eu tentar bancar Elvira, a rainha das trevas, o máximo que eu vou conseguir é alimentar o maternal. O que é meio constrangedor, especialmente porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>– Ê, peitão!</p>
<p>É sair na rua e ouvir o populacho masculino a respeito do meu sutiã 46 – quase 48. As pessoas ignoram que, dentro de uns meses, se eu tentar bancar <a title="Elvira, a rainha das trevas," href="http://www.youtube.com/watch?v=1OrdpJqHdDw" target="_blank">Elvira, a rainha das trevas,</a> o máximo que eu vou conseguir é alimentar o maternal. O que é meio constrangedor, especialmente porque eu ainda não me acostumei com o volume avantajado da região (e com a futura função).</p>
<p>Sempre que uma mulher reclama das cantadas recebidas na rua, um homem se manifesta pra dizer que, oras, é uma forma de elogio. Sim, sim, é romance e graça. &#8220;Descascava e chupava todinha&#8221; é poesia. Entendemos. Vindo do desdentado ranhento é pura sedução.</p>
<p>Eu ainda consigo me divertir com as tiradas mais engraçadinhas – porque metade de mim ainda acha o mundo politicamente correto muito chato. Infelizmente, a criatividade dá muito trabalho e acabamos com os clássicos &#8220;delícia&#8221;, &#8220;gostosa&#8221; e atributos de partes específicas do corpo, além dos comentários chulos. Bem chulos.</p>
<p>Um dia a gente se irrita e resolve responder à altura. Foi numa dessas tardes que uma amiga ouviu um cara murmurando atrás dela: &#8220;&#8230; blablablá, a coxinha nhenhenhém&#8230;&#8221; e se virou muito indignada pra mandar o cidadão catar coquinho. Tomou um susto quando viu um homem com um isopor, vendendo salgadinhos. A frase provavelmente foi &#8220;quibe esfirra coxinha risoles&#8221;.</p>
<p>Quem fica com vergonha, no fim, ainda é a gente.</p>
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		<title>{ Avisandinho }</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 16:04:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de uma crise de lombalgia que me deixou de cama e uma mudança (moramos no Flamengo agora, para melhor carioquizar nosso pequeno feijão), estamos quase de volta. A partir de hoje, sexta sim, sexta não, estarei no Manchete de Ontem. A proposta é comentar uma notícia do dia anterior – tou lá me lembrando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma crise de lombalgia que me deixou de cama e uma mudança (moramos no Flamengo agora, para melhor carioquizar nosso pequeno feijão), estamos quase de volta.</p>
<p>A partir de hoje, sexta sim, sexta não, estarei no <a title="Manchete de Ontem" href="http://www.manchete-de-ontem.blogspot.com" target="_blank">Manchete de Ontem</a>. A proposta é comentar uma notícia do dia anterior – tou lá me lembrando das doces guloseimas industrializadas que eu comi ao longo da vida. Pra ir direto ao post, é só clicar <a title="aqui." href="http://manchete-de-ontem.blogspot.com/2011/02/doces-lembrancas.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Semana que vem eu tou de volta. ;)</p>
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		<title>{ Somos mães }</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 13:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu tinha uns 15 anos, eu tinha certeza de que meus filhos iam nascer por cesárea. Parecia bastante absurda a hipótese de tirar uma melancia por um buraco onde só passa um limão*, quando existia a possibilidade de nem ter as dores do trabalho de parto. O tipo de parto é um assunto tão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu tinha uns 15 anos, eu tinha certeza de que meus filhos iam nascer por cesárea. Parecia bastante absurda a hipótese de tirar uma melancia por um buraco onde só passa um limão*, quando existia a possibilidade de nem ter as dores do trabalho de parto.</p>
<p>O tipo de parto é um assunto tão inerente à mulher que, mesmo que você nem tenha namorado e seja virgem, provavelmente formou uma opinião a respeito. O que todos os médicos e entidades de saúde recomendam é que se tenha um parto normal. Uma das coisas mais curiosas é que eu assisto a partos normais tranquilamente: choro e acho lindo. Mas sou incapaz de assistir a cesáreas. Considero brutal, independentemente da falta de dor da mãe.</p>
<p>Em algum momento, eu entendi que era tudo medo e que ser mãe era um processo natural. Se o mundo tem hoje mais de seis bilhões de habitantes, isso tudo é porque dar à luz é só mais um pedaço da vida da gente – um pedaço lindo, por sinal. Mesmo que digam que a mulher moderna não tem capacidade ou força para fazer um parto, existem mulheres parindo sozinhas todos os dias.</p>
<p>Depois de 15 anos de discussões internas sobre o assunto, eu decidi que quero um parto natural. Sem drogas, sem substâncias químicas. Sem cortes desnecessários. Eu não quero 17 enfermeiros checando minha dilatação, nem pessoas que tenham que procurar o médico pelo hospital quando eu gritar que “tááá nasceeeendo”. Eu não quero ter um parto induzido a não ser que isso seja realmente necessário. Eu quero toda a experiência de ser mãe, com toda a dor e com toda a certeza de ser o momento mais puro e mais emocionante de toda a minha vida.</p>
<p>Isso não significa que essa é uma experiência egoísta, nem que eu quero ter meu filho com os lobos. Eu espero um bebê que nasça sem a influência de anestesias e outras drogas. Quero que ele venha no tempo que ele bem entender – porque deve estar tão quentinho e gostoso aqui dentro que não deve ser uma situação muito confortável ter que sair. Não se apresse, meu querido, use o tempo que for preciso; mamãe estará morrendo e gritando de dor, mas não se assuste. Saia quando puder.</p>
<p>As mulheres fazem isso desde que o mundo é mundo, mas ainda há quem ache que essa é uma maneira ruim. Uma mãe ama seu filho tanto ou mais que outras pessoas, e realmente não consigo imaginar porque uma mulher que decida ter um parto normal sem o uso de anestésicos colocaria a vida dele em risco. Estamos falando da dor que é a referência de todas as outras dores do mundo; acredite, ninguém faz isso só por diversão. E se não for possível, então induzimos o parto, fazemos cortes, tomamos anestesias. Não somos idiotas. Somos mães.</p>
<p>Cansa, além de todo o medo, ainda ter que explicar porque é que desejo um parto natural.</p>
<p>___</p>
<p>*<em> Why don&#8217;t you try squeezing something the size of a watermelon out of an opening the size of a lemon and see how hot YOU look? &#8211; </em>Mollie, no filme <em>Look Who´s Talking</em> (Olha Quem Está Falando)<em><br />
</em></p>
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		<title>{ E 2011? }</title>
		<link>http://www.cha-tice.com.br/e-2011/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Jan 2011 13:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 2011 eu vou ser mãe, escrever um livro e plantar uma árvore, pra ficar tudo no esquema pra 2012 (quando o mundo acaba, vocês sabem). Não planejo nada além disso. Porque, você sabe: o homem planeja e Deus ri. ___ Só pra não ficar sem terminar o do Meme das Antigas do MaxReinert. ;)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2011 eu vou ser mãe, escrever um livro e plantar uma árvore, pra ficar tudo no esquema pra 2012 (quando o mundo acaba, vocês sabem).</p>
<p>Não planejo nada além disso. Porque, você sabe: o homem planeja e Deus ri.</p>
<p>___</p>
<p><em>Só pra não ficar sem terminar o do Meme das Antigas do <a title="MaxReinert" href="http://twitter.com/maxreinert" target="_blank">MaxReinert</a>. ;)</em></p>
]]></content:encoded>
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