Não sei porque animações me fascinam tanto. Ou teatro de bonecos. Acho que gosto da sensação de tudo ter vida própria – até o que não existe.
Eu gosto de limpar a mesa de vidro e ouvir aquele barulhinho, como se a mesa tivesse cócegas. Quando dou sinal pra mudar de faixa no trânsito, eu ouço o “tic-tic” da seta e imagino o carro dizendo “dá licença, dá licença” (como a gente faz no meio da balada, carregando a cerveja, a comanda e o amigo bêbado). Eu guardo meus livros do Veríssimo ao lado dos da Clarice Lispector, que é pra ver se ela se diverte um pouco, coitadinha.
Gosto de pensar que as histórias se escrevem sozinhas, que bonecos se mexem sem ajuda e que cachorros discutem a relação, como nesse aqui. Devo ter uns cinco anos e não percebi.
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Eu acho que as primeiras folhas de outono que caem são depressivas e ficam lá sozinhas no chão chorando e implorando por companhia. Daí quando vejo a grama forrada de folhas amareladas ou marrons me sinto melhor porque sei que agora elas não estão sozinhas e passarão o outono juntinhas.
Também acho que o vento conversa com as plantas, trazendo as últimas novidades lá do meio do oceano…
Patológico, né?! -
Hahahahaha! Imagina só quando vc tiver filhos e passar a assistir muito desenho animado por causa deles! Vai ficar que nem eu! Eu penso o tempo todo nos diálogos dos filmes, o tempo todo! Sempre tem alguma palavra ou frase que eu acabo usando no meu dia a dia! Hahahaha!
Muito boa essa do Veríssimo junto da Clarice, é verdade! Ela precisa mesmo dar umas risadas de vez em quando! Hahahaha!
Le, acho que não tem cura não!
Bjs! Boa semana!
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eu tenho certeza absoluta que os cachorros conversam… ”hey, vamos cavar um tunel ali do lado do muro?” ”otima ideia cao amigo vamos la!” . E as plantas com os passaros tb.. ”to cheia de sementes novas pra espalhar porai”. ” oba vou esconder em um lugar secretissimo q neu eu vou lembrar”… muita doença isso!!!! Hahaha
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hahaha que legal, nunca pensei nessas coisas…
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Mas convenhamos, um mundo onde objetos inanimados imperam, que tristeza sem fim!
Meus vasos de temperos têm , também “plantados”, miniaturas de gnomos, duendes e até a Pocahontas e o pai dela, brinquedos que herdei da minha prima caçula. Eles ficam lá, de lanças indígenas nas mãos, defendendo a plantação. Meu açucareiro é transparente e tem uma colher de bambu sempre espetada bem no meio. Meu farol numa ilha de areia branquinha! E costumos comprar coisas (canecas, enfeites, canetas, you name it) sempre em pares, pra não dar tristeza na peça solitária.
Essa prosa toda me lembra o amigo que morava em Foz do Iguaçu e guardava a coleção de pinguins na geladeira, pra eles não morrerem de calor.
Por isso Toy Story faz tanto sucesso!
Beijo -
Lecs!!!!! Você é tão louca quanto esta que vos escreve…. hahhahahhaa nem te falo, eu ainda além disso tudo aí que vc escreveu, fico discutindo comigo mesma, rarrarararararrarara. DOIDA que eu sou…. mas agora mais confortável, sei que não estou sozinha. Ah, eu vou te falar, eu deixo meu livro pequeno pricicpe bateno papo etreno com o harry potter… beijo….
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ÓTEMO
Pq vc me deu essas ideias? Agora foi precisar fazer um quebra-cabeça pra guardar livros….fiquei com pena da Clarice tb :(
E se eu desenvolver um TOC ?
Não leiO mais seus textos ;P -
Oi Letícia! Parabens pelo BlogBooks!
Não conhecia seu blog, mas resolvi vir conhecer a vencedora!
Amei seus textos! Fui lendo um atrás do outro.Parei pra comentar nesse aqui pq achei tão familiar… (não que não tenha me identificado com outros tb…)! Desde pequena sempre fui de imaginar que tudo tem vida! Os números.. as cores.. os objetos… Tudo tem gênero, personalidade….
As pessoas devem me achar meio louca, mas, quer saber? Eu não to nem ai! E é tão bom ver que tem mais gente assim!
Beijo pra vc! Vou passar mais por aqui! ;)


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