E ela deixou pra trás um cigarro pisado e um coração partido. O dela. E dentro da bolsa guardou o maço de ódio que a fazia seguir em frente. Companheiro, o isqueiro queimava as lembranças que a fazia chorar.
Nada seria como antes.
Agora tudo que ela queria era a paz de criança dormindo, como na música. Talvez ela devesse dormir. Talvez não, já que sempre foi complicado nunca saber quando sonhava e quando vivia, porque as duas coisas eram tão parecidas. E tudo se confundia naquele instante em que o cigarro caía.
O lado bom de dormir era saber que podia acordar. O lado b da vida era saber que o disco havia de acabar.

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