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	<title>chá-tice &#187; 2004 &#187; novembro</title>
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	<description>discussões sem sentido a respeito de coisas que não fazem a menor diferença</description>
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		<title>{ Um suspiro e um sorriso }</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2004 18:13:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Simoni Junqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice blogger]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora. Já. Esse imediatismo que fazia com que ela estragasse tudo sempre. A paciência é uma virtude – que ela definitivamente não possuía. É como se tudo o que existisse fosse se esgotar em seguida – e era preciso fazer tudo agora. Não importa o quê, mas tinha que ser já. Instintiva, sempre fez tudo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora. Já. Esse imediatismo que fazia com que ela estragasse tudo sempre. A paciência é uma virtude – que ela definitivamente não possuía. É como se tudo o que existisse fosse se esgotar em seguida – e era preciso fazer tudo agora. Não importa o quê, mas tinha que ser já.</p>
<p>Instintiva, sempre fez tudo o que deu vontade. Frustrada, porque o mundo rodava mais devagar do que ela precisava. Doída, porque havia tanto o que rodar e algo a prendia ali. E, como disseram pra ela*, esse nada que nos prende é que é tão difícil de deixar&#8230;</p>
<p>Ela queria, mas tinha que ser nesse instante. Saber que as coisas aconteciam a uma velocidade menor que a desejada a consumia. Até que ela resolveu olhar pra cima. Depois de tanto tempo, ela voltou a andar olhando as nuvens.</p>
<p>E lembrou que algumas coisas acontecem e outras não. E que amanhã tudo pode estar diferente. E que hoje a cama é toda dela, mas amanhã pode não ser. Tipo filosofia barata mesmo. Devia ter exagerado no álcool. Ou talvez fosse falta dele. Melhor mais um pouco de vodca no café.</p>
<p>Agora ela olhava as nuvens. As brancas, porque as cinzas foram embora. Depois de tanto tempo. Era um ciclo mau que se encerrava, e justo no inferno astral dela. Incoerência das maiores.</p>
<p>Agora o tempo era todo dela. Todinho, da primeira hora do dia até a hora de dormir. Até depois de dormir. Sem ninguém por quem o mundo devesse acelerar.</p>
<p>Tranqüila, agora ela podia fazer o que quiser. A vida era só dela de novo. No tempo em que ela quisesse. Na velocidade em que ela precisasse. Porque a felicidade dela não podia depender de ninguém.</p>
<p>E nem vai.</p>
<p>Só o que ela quer pra agora é ser feliz de novo. E isso ela já conseguiu.</p>
<p><em>*Quem disse isso pra ela foi um cara bem bacana, muito inteligente, com textos ótimos. Quem quiser encontrá-lo: http://www.terceirocaderno.blogger.com.br/</em></p>
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