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	<title>chá-tice &#187; 2004 &#187; junho</title>
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	<description>discussões sem sentido a respeito de coisas que não fazem a menor diferença</description>
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		<title>{ Onde é que tu tava, onde é que tava tu? }</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2004 20:42:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Simoni Junqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice blogger]]></category>

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		<description><![CDATA[Crianças, estou viva mas sem internet. Prometo dar um jeito nisso logo. Enquanto isso, na sala de justiça&#8230; //]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Crianças, estou viva mas sem internet. Prometo dar um jeito nisso logo.</p>
<p> <img src='http://www.cha-tice.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="javascript:goToComments('28611412')">Enquanto isso, na sala de justiça&#8230;   <script type="text/javascript">// <![CDATA[
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// ]]&gt;</script></a></p>
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		<title>{ O problema era que&#8230; }</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Jun 2004 01:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Simoni Junqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice blogger]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230; os olhos dela insistiam em brilhar. Mesmo sabendo que ele nunca deixaria de ser o que é. O problema era que ela o queria assim. O problema era que ela só tinha dúvidas e dúvidas e dúvidas e ela não sabia o que queria. Mas o olho dela sabia. O problema era que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230; os olhos dela insistiam em brilhar. Mesmo sabendo que ele nunca deixaria de ser o que é. O problema era que ela o queria assim. O problema era que ela só tinha dúvidas e dúvidas e dúvidas e ela não sabia o que queria. Mas o olho dela sabia.</p>
<p>O problema era que o mundo parecia tão pequeno para abrigá-la e, ao mesmo tempo, tão grande para ser percorrido. O problema era que a vida parecia curta demais para ser desperdiçada. O problema era que o olho insistia em brilhar.</p>
<p>O problema era que ela queria o impossível. O problema era que a impossibilidade de fazer tudo ao mesmo tempo agora dava nela o maior tesão. E que a impossibilidade de resolver toda essa confusão a deixava maluca. Mas o olho dela brilhava só de pensar.</p>
<p>O problema era que o olho brilhava. Talvez isso só fosse se resolver quando o olho fechasse de vez.</p>
<p><a href="javascript:goToComments('27701100')">Por que diabos eles insistem em brilhar?   <script type="text/javascript">// <![CDATA[
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		<title>{ Paredes }</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2004 02:48:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Simoni Junqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice blogger]]></category>

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		<description><![CDATA[O cimento da espátula percorre o tijolo. Aquele som tão comum, que eu ouvia tanto quando criança. Filha de engenheiro civil assim, vez ou outra ia acabar na obra. Diversão era apelido. Brincar nos montes de areia, se esconder nas construções inacabadas, papear com os pedreiros. Sim, os pedreiros, esses que são seres únicos na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cimento da espátula percorre o tijolo. Aquele som tão comum, que eu ouvia tanto quando criança. Filha de engenheiro civil assim, vez ou outra ia acabar na obra.</p>
<p>Diversão era apelido. Brincar nos montes de areia, se esconder nas construções inacabadas, papear com os pedreiros. Sim, os pedreiros, esses que são seres únicos na sua maneira de ver e viver o mundo. Mesmo quando se é criança, é fácil notar que eles são diferentes.</p>
<p>Lembro do cheiro das marmitas, das montanhas de pedrinhas, das roupas imundas na volta pra casa.</p>
<p>Depois de grande, o som continua trazendo todas as lembranças. De tudo que foi minha infância, de tudo de bom que eu vivi, de todas as molecagens e artes que fiz – segundo a própria moça que cuidava que cuidava de mim e que eu reencontro agora, uns 15 anos depois.</p>
<p>Só que agora as ocasiões são tristes. O som do cimento sendo alisado, hoje, vem de mais perto do que eu gostaria. Logo à minha frente, quem maneja a espátula e ergue a parede não é um dos pedreiros que tanto me divertiram. Hoje, a parede erguida me separa para sempre, fisicamente, do meu avô.</p>
<p>Mas as lembranças, essas nunca serão esquecidas.</p>
<p><a href="javascript:goToComments('27394005')">Levantadas ou derrubadas&#8230;   <script type="text/javascript">// <![CDATA[
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// ]]&gt;</script></a></p>
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		<title>{ Isso diz tudo&#8230; }</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jun 2004 00:14:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Letícia Simoni Junqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[chá-tice blogger]]></category>

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		<description><![CDATA[dor de cotovelo o ciúme dói nos cotovelos na raiz dos cabelos gela a sola dos pés faz os músculos ficarem moles e o estômago vão e sem fome dói da flor da pele ao pó do osso rói do cóccix até o pescoço acende uma luz branca em seu umbigo você ama o inimigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>dor de cotovelo</strong></p>
<p>o ciúme dói nos cotovelos<br />
na raiz dos cabelos<br />
gela a sola dos pés<br />
faz os músculos ficarem moles<br />
e o estômago vão<br />
e sem fome</p>
<p>dói da flor da pele ao pó do osso<br />
rói do cóccix até o pescoço</p>
<p>acende uma luz branca em seu umbigo<br />
você ama o inimigo<br />
e se torna inimigo do amor<br />
o ciúme dói do leito à margem</p>
<p>dói pra fora na paisagem<br />
arde ao sol do fim do dia</p>
<p>corre pelas veias na ramagem<br />
atravessa a voz e a melodia</p>
<p><em>Caetano Veloso</em></p>
<p><a href="javascript:goToComments('27386792')">E se não disser: ciúme é um amor ao contrário   <script type="text/javascript">// <![CDATA[
getComments('27386792');
// ]]&gt;</script></a></p>
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