Um tempo atrás, fui à homeopata e ela me perguntou do que eu tinha medo. Na hora foi difícil definir tudo, ou o que parecesse mais importante.
Sapo? Aranha? Barata? Não, disso eu não tenho medo, tenho nojo. É diferente. Nem de altura, nem de escuro, nem de morrer. Então do que eu tenho medo? Tanto tempo depois, consegui definir o que, apesar de não saber quanto.
Tenho medo:
– de que as pessoas não gostem de mim antes de eu mostrar a que eu realmente vim;
– de não conseguir ter filhos quando tentar;
– de que o tamanho da minha felicidade seja inversamente proporcional ao meu peso;
– de que as pessoas que eu gosto saiam da minha vida por vontade própria;
– de que nada do que eu faça seja bom;
– da mentira; e,
– às vezes, da verdade.
Porque a verdade pode ser um veneno sem antídoto.
