Longe de casaaaaaa, há mais de uma semana…
É, começo de ano é sempre assim. Um monte de coisas pra fazer e sem saber por onde começar. Diarista de férias. Sono. Muito sono. Ai ai, tem mesmo que começar a trabalhar?
Nos meus últimos momentos de férias, assistindo ao Fantástico, uma matéria sobre a colonização de São Paulo. Regina Casé, falando sobre catequização, diz que os jesuítas construíram um mosteiro num lugar temido pelos índios. “Para que eles deixassem de acreditar nessas coisas. E passassem a acreditar em outras.”
E de repente caiu uma ficha. Quantas vezes já não fizeram isso comigo? Hoje, neste ano, neste mês, nesta semana? Todos os dias?
E nem estou falando de religião. Penso em coisas que eu achava que eram certas (e por que não seriam?) e tentaram me convencer do contrário.
Já me disseram pra emagrecer, pra engordar, pra jogar no bicho. Pra casar, pra terminar namoro, pra começar a namorar, pra sair do emprego, pra permanecer nele. Quiseram que eu confiasse, que eu abandonasse, que eu vivesse, que eu morresse.
Ah, mas eu não quero ser catequizada. Se é pra acreditar no que ninguém sabe, prefiro eu mesma escolher meu caminho.

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